sexta-feira, janeiro 27, 2006

 

Galeão “Amendoeira” em restauração

O galeão do Sado “Amendoeira” zarpou de Setúbal em direcção ao estaleiro Estanaval, em Sesimbra, onde será completamente restaurado. Construída em 1925, esta embarcação tradicional tem 18,84 metros de comprimento e lotação de 50 pessoas, tendo afundado junto à praia “dos Fuzileiros”, em Tróia, em meados do ano passado, de acordo com João Faria, vereador da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, proprietária do barco, “devido ao mau estado que apresentava e ao desleixo a que foi votado”. O “Amendoeira” esteve depois nas instalações da Sadonaval, em Setúbal, onde não lhe foi feita qualquer intervenção relevante e, só agora, depois de um processo burocrático demorado, foi possível encaminhá-lo para a recuperação, que custará cerca de 54.250 euros. “Finalmente mais este pedaço da nossa história será preservado e, com ele, parte da alma de Alcácer ligada a algo tão importante como o Sado”, referiu João Faria. A operação de resgate e transporte da embarcação decorreu ao abrigo de um protocolo que une a autarquia à Associação Rotas do Sal, segundo o qual as duas entidades partilharão responsabilidades na manutenção do “Amendoeira” e do “Pinto Luísa” – outro galeão de sal propriedade do município e que brevemente será beneficiado com um motor novo – mas também partilharão o seu usufruto, especialmente virado para a promoção turística de Alcácer e das belezas naturais e históricas associadas ao rio. O “Amendoeira” foi construído em Setúbal, na praia da Saúde, por Artur Santos, tendo primeiro pertencido à firma “Manuel Francisco Afonso Herdeiros Lda.”, operando como embarcação de tráfego local. Até 2004, altura em que foi adquirido pela câmara de Alcácer, teve ainda mais dois detentores.


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