domingo, outubro 30, 2005

 

Centro de Promoção e Valorização do Tapete de Arraiolos à espera de aval

Está em fase de criação uma entidade que irá certificar os tapetes de Arraiolos para o qual falta nesta altura um despacho do Governo. Segundo o presidente da Câmara Municipal de Arraiolos em declarações à agência Lusa "a autarquia aguarda há cerca de dois anos um parecer favorável do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social" para a entrada em funcionamento do Centro para Promoção e Valorização do Tapete de Arraiolos, disse. O autarca frisou que é nesse Centro que está previsto instalar uma entidade certificadora, que garanta a autenticidade e a qualidade desses tapetes artesanais. A comissão instaladora do Centro para a Promoção e Valorização do Tapete de Arraiolos integra representantes da autarquia, de associações de produtores e de diversos ministérios. Segundo Jerónimo Lóios, até já existem instalações cedidas para alojar o Centro. Enquanto aguarda o desfecho do processo relacionado com a entidade certificadora, o município local projecta também a criação de um Museu do Tapete de Arraiolos, que deverá funcionar no edifício onde, actualmente, se encontra o posto da GNR. "Espero que, no próximo Quadro Comunitário de Apoio (QCA), se consiga o financiamento para desenvolver esse projecto", realçou Jerónimo Lóios aquela agência de noticias. No que respeita ao cenário actual do sector dos "Tapetes de Arraiolos", o autarca garantiu que atravessa "uma grande crise", sobretudo devido "à concorrência" dos produtos que chegam de outros países. "Entram em Portugal grandes quantidades de tapetes feitos na China, a preços muito mais baixos", sublinhou. Uma situação que, só por si, disse, é "motivo suficiente para se avançar com o Centro para a Promoção e Valorização do Tapete de Arraiolos e para a certificação dos tapetes".
 

Tapetes e gastronomia em Arraiolos

Arraiolos acolhe, até dia 6 de Novembro, mais uma edição da Feira do Tapete, dedicada ao artesanato mais conceituado do concelho, que ainda aguarda "luz verde" para a criação de uma entidade certificadora. A iniciativa é promovida pela autarquia local e decorre na mesma altura em que se mostram naquela localidade os petiscos e gastronomia tradicionais da região na Mostra Gastronómica do Concelho de Arraiolos. Imagem de marca daquela localidade os tapetes de arraiolos são uma arte secular que se tem deparado com problemas ao nivel da falsificação vinda de paises como a China ou Brasil. Durante a Feira do Tapete, a genuína tapeçaria de Arraiolos vai estar "à vista de todos" para que possa ser apreciada, com a presença de 13 dos 14 produtores locais, segundo a agência Lusa, herdeiros de um património secular que, há muito, caracteriza o concelho. Aliando os "saberes" aos "sabores", o município promove também a Mostra Gastronómica, com a presença de 11 restaurantes no Pavilhão de Actividades Económicas. Animação musical, grupos corais alentejanos e venda de algumas especialidades gastronómicas locais, nomeadamente os pastéis de toucinho, as empadas e o mel de Arraiolos, são outros dos destaques do programa. Os "Tapetes de Arraiolos", cuja referência escrita mais antiga conhecida até hoje remonta ao ano de 1598, estão intimamente ligados ao modo de vida e à sociabilidade da vila. Constituem uma das expressões mais genuínas do artesanato regional português, a grande atracção turística e uma das principais actividades económicas deste concelho alentejano.

quinta-feira, outubro 27, 2005

 

Festival Islâmico em fotografia

A Câmara Municipal de Mértola inaugurou no dia 22 de Outubro, na Casa das Artes Mário Elias, em Mértola, a exposição das fotos participantes no concurso de fotografia do 3.º Festival Islâmico de Mértola. A este concurso concorreram 21 fotógrafos com um total de 82 fotografias. A exposição pode ser visitada até dia 12 de Novembro. Todas as 82 fotografias foram analisadas por um júri designado pela Câmara Municipal. O primeiro lugar, com um prémio no valor de 250 Euros em material fotográfico, foi atribuído à foto intitulada “Em tons de vermelho” da autoria de André Ramalho Dias Coelho, residente em S. João do Estoril. A foto classificada em segundo lugar é da autoria de Luís Filipe Palma Borralho da Silva, residente em Beja, cujo tema é “Instante que sobrevive par além do espelho”, sendo o prémio de 150 Euros em material fotográfico. O terceiro lugar, no valor de 100 Euros em material fotográfico, foi atribuído, também, a André Ramalho Dias Coelho com a foto “Luz e cor”. O júri decidiu ainda atribuir uma menção honrosa a Carlos Manuel Viegas da Conceição pela foto “Em casa”, que consegui captar a emoção dos residentes do Centro Histórico de Mértola durante os dias do Festival. CMM
 

Professores recebidos em Sines

A Câmara Municipal de Sines organiza, no dia 2 de Novembro de 2005, uma recepção à comunidade educativa do concelho de Sines. A iniciativa tem início às 17h30, com uma visita guiada para professores, educadores e restantes elementos da comunidade educativa às Piscinas Municipais e às instalações da nova Biblioteca e Centro de Artes. Por volta das 19h30, no Salão da Música, tem lugar a recepção a toda a comunidade educativa, com o tradicional jantar-convívio (a inscrição ode ser feita até dia 28 de Outubro). CMS

segunda-feira, outubro 24, 2005

 

Rússia quer investir em Sines

O grupo russo Gazprom quer instalar uma fábrica de etileno em Sines, através de uma filial petroquímica, anunciou o ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, durante a visita oficial à Rússia. Segundo a Agência Lusa a intenção de investimento da "holding" petrolífera estatal russa, ainda em fase de estudo, foi apresentada pelas autoridades da Rússia na reunião da Comissão Mista Económica entre os dois países ao ministro Manuel Pinho, que manifestou interesse em avaliar a viabilidade e condições do projecto. Tendo em vista outros potenciais investimentos russos em Portugal, as autoridades dos dois países acordaram, no âmbito da referida comissão, a criação de dois grupos de trabalho específicos, um sobre tecnologia e outro dedicado à construção naval e pescas.

sexta-feira, outubro 21, 2005

 

Frutos secos fazem a festa em Aljustrel

Os frutos secos da época voltam a ser reis e senhores na edição 2005 da Feira Nova em Aljustrel. Trata-se de uma tradição que se repete, a partir de hoje e atédia 24 deste mês no recinto exterior do Parque de Exposições e Feiras da Vila Mineira. Este ano, a Câmara Municipal de Aljustrel volta a apostar neste certame que, a cada ano que passa, cresce em número de visitantes e de feirantes. Um crescimento positivo que não é de estranhar já que a autarquia tem apostado no entretenimento e na cultura. Exemplo disso é a promoção da IV Feira do Livro e Multimédia, uma mostra a decorrer simultaneamente no interior do Pavilhão do Parque de Exposições e Feiras. Nesta edição marcam presença em Aljustrel cerca de meia centena de editoras que trazem até à vila mineira mais de 10 mil livros. Para animar ainda mais este certame, do ponto de vista do entretenimento, actuam, sábado, 22, pelas 17h00, o Grupo Danças e Cantares Planície Alentejana de Montes Velhos, e pelas 21h30, o grupo de música tradicional “Serões do Alentejo”. No que toca ao certame principal as tradicionais barraquinhas dos feirantes vão, mais uma vez, marcar forte presença nesta feira de Outubro onde se podem adquirir os mais variados produtos desde roupa, sapatos, enchidos, queijos, produtos artesanais entre muitos outros artigos. Os frutos da época são um dos principais atractivos desta feira que “convidam” todos os anos centenas de pessoas a visitar o certame. Tanto as nozes, como os figos secos, as amêndoas, os pinhões e as castanhas assadas quentinhas, anunciadas pelo cheiro e pelo pregão característico dos vendedores, fazem as delícias de todos. Fonte CMA
 

BTT do Norte Alentejano em Portalegre

Portalegre recebe o11º Circuito de BTT do Norte Alentejano no próximo dia 30 de Outubro, no Parque de Feiras e Exposições de Portalegre. O 11º Circuito BTT do Norte Alentejano, é uma organização da Câmara Municipal de Portalegre (DDJTL) em parceria com a Associação de Municípios do Norte Alentejano e com o apoio técnico da Associação de Ciclismo de Santarém. A prova será dividida nas distâncias de Escolas (Iniciados/Infantis) 2 voltas 1,5 Km, Juvenis 1 vollta de 7 Km, Promoção 2 voltas 14 Km, Cadetes(Masc.) Sub19(Fem) Elite(Fem) Vet(Fem) Vet B(Masc) Vet C(Masc) 3 voltas num total de 21 Km, Juniores(Masc) Vet A(Masc) 5 voltas 35 Km, Sub 23(Masc) 6 voltas 42 Km, Elite(Masc) 7 voltas 49 Km.
 

Idosos vão festejar em Odemira

Cerca de 300 idosos serão os convidados especiais da festa que o Município de Odemira irá promover no próximo dia 21 de Outubro, com o objectivo de proporcionar uma tarde de convívio para os utentes e profissionais das instituições de apoio à Terceira Idade existentes no concelho. Esta iniciativa repete-se pelo segundo ano consecutivo, para não deixar de festejar o Dia Internacional do Idoso, assinalado no passado dia 1 de Outubro. Dada a proximidade das eleições autárquicas, entendeu-se realizar este ano o convívio um pouco mais tarde.A comemoração do Dia Internacional do Idoso decorrerá no Salão dos Bombeiros Voluntários de Odemira no próximo dia 21 de Outubro, entre as 14.00 e as 17.30 horas. A tarde será preenchida por animação circense e musical, sem faltar o obrigatório baile, sendo oferecido um lanche a todos os participantes. As Instituições participantes são a Associação Humanitária Dª Ana Pacheco (Sabóia), Associação de Reformados e Idosos de Vila Nova de Milfontes, Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de S.Teotónio, Associação de Solidariedade Social Nossa Senhora do Mar (Zambujeira do Mar), Centro de Dia da Casa do Povo de S. Martinho das Amoreiras, Centro de Dia da Casa Povo de S. Luís e Santa Casa da Misericórdia de Odemira (Centro de Dia de Odemira, Lar de Odemira e Lar de Colos).A organização será da responsabilidade do Município de Odemira, com o apoio da empresa Dó Maior, Som e Imagem, Lda, das Juntas de Freguesia do Concelho, Bombeiros Voluntários de Odemira e Fundação Odemira. À semelhança de outros municípios da região, o concelho de Odemira tem a sua população bastante envelhecida, sendo que dos seus 26 mil habitantes, cerca de 25% têm idades superiores a 65 anos. O apoio à Terceira Idade tem sido uma preocupação da autarquia odemirense, concretizada sobretudo através da colaboração com as várias instituições que se dedicam a esta faixa etária, designadamente na transferência de verbas e ajuda à construção e criação de infra-estruturas.

quarta-feira, outubro 19, 2005

 

Misericórdia e município de Odemira querem reactivar velho hospital

Transformar o antigo Hospital de Odemira numa Unidade de Apoio Integrado, que receberá idosos acamados com necessidade de cuidados médicos e doentes que necessitem de continuação de internamento, depois dos tratamentos em hospitais centrais ou regionais, é o objectivo da Santa Casa da Misericórdia e do Município de Odemira. Neste sentido, foi estabelecido um protocolo de cooperação, aprovado por unanimidade na Câmara Municipal, e aprovado por maioria, com os votos contra da CDU, na Assembleia Municipal. O protocolo estabelece que a Santa Casa da Misericórdia de Odemira se compromete a criar a Unidade de Apoio Integrado, até ao final de 2006, destinada a pessoas carenciadas de cuidados de saúde, que depois de terem passado por um processo curativo, necessitem ainda de ficar internados durante mais algum tempo, bem como disponibilizar serviços médicos e de enfermagem aos utentes. Por seu turno, o Município de Odemira comparticipará no financiamento das obras de recuperação do antigo Hospital da Misericórdia, até ao montante de 200 mil euros. O investimento total rondará os 700 mil euros. A criação de uma Unidade de Apoio Integrado em Odemira é um sonho antigo da população odemirense e uma necessidade para o concelho, dadas as suas características, com uma população bastante envelhecida e as grandes distâncias que o separam do Hospital Distrital de Beja e aos Hospitais Regionais de Santiago do Cacém e de Portimão. O Hospital de Odemira encerrou as suas portas em 1992. Dispunha de um sector de internamento de doentes, de um bloco operatório e um serviço de urgência aberto 24 por dia. Tinha também uma maternidade, mas desde a década de 70 que não se faziam partos no Hospital de Odemira, sendo as grávidas enviadas para Beja. Em 1991, entrou em funcionamento o novo Centro de Saúde de Odemira, com Serviço de Atendimento Permanente, mas que não responde às necessidades de internamento continuado. Fonte: CMO

domingo, outubro 16, 2005

 

Campeonato nacional de motonáutica barcos decidiu-se em Alcácer

Diogo Gonzaga Ribeiro em PR 750 é o novo campeão nacional de motonáutica barcos ao vencer a última etapa do circuito que hoje terminou em Alcácer do Sal. O jovem piloto venceu as duas mangas da prova e consequentemente o titulo nacional da modalidade. Já na categoria S850 o campeão nacional foi também conhecido na última prova da temporada. Pedro Fortuna conseguiu o titulo nacional em Alcácer ao vencer igualmente as duas mangas da sua categoria. Diogo Ribeiro após a prova mostrou-se satisfeito com a sua prestação tendo em conta as dificuldades da prova, noemadamente o carácter técnico da mesma, e o duelo com o seu pai que se classificou na segunda posição da prova realizada em Alcácer do Sal. Pedro Fortuna considera que esta prova foi bastante técnica, o que fez com que os pilotos tivessem necessidade de estar mais atentos aos obstáculos. O piloto considera ainda que a sua luta não foi fácil já que Luis Ribeiro era um adversário muito forte. A prova de Alcácer do Sal ficou ainda marcada pelo acidente do piloto Rui Xavier que se despistou quando decorria a 2ª volta, da segunda manga, em S850. Um acidente que apenas danificou o barco tendo o piloto saido ileso do acidente.
 

Maratona do Vale do Sado contou com 289 concorrentes

Luis Gonçalves do Rodas Clube de Grândola venceu a Maratona do Vale do Sado em BTT, na categoria 50KM, que hoje teve lugar em Alcácer do Sal. Já na maratona de categoria 100 km a vitória foi para 3 atletas que chegaram exequo. Nuno Gil do Clube Ciclomontanha de Estremoz, Luis Marques do Núcleo BTT de Vila Fresca e Hugo Carvalho também deste último clube cortaram a meta e cumpriram a prova em pouco mais de 4 horas. A iniciativa organizada pelo BTT Team Cegonhas do Sado contou com a participação de 289 participantes vindos das zonas centro e sul do pais. Principais dificuldades da prova foi a chuva que caiu nos últimos dias que dificultou o terreno com lama. Ainda assim a organização considera que o percurso era de excelente qualidade.

sábado, outubro 15, 2005

 

Festival nacional de danças de salão em Sines a 5 de Novembro

A Associação Recreativa de Dança Sineense, vai realização mais um Festival Nacional de Danças de Salão e Latino Americanas em Sines. No próximo dia 05 de Novembro de 2005, Sines voltará a ser a Capital das Danças de Salão e Latino Americanas. Esta Associação(ARDS), em parceria com Associação Portuguesa de Professores de Dança de Salão Internacional(APPDSI), vai realizar pela sexta vez consecutiva o Festival denominado de "Alentejo 2006". Esta iniciativa já considerada um dos maiores eventos do género em Portugal, bem como o maior do Alentejo. Esta competição contará ainda com a presença de Júris internacionais que se deslocarão a Portugal para jurar este Festival.. Este evento irá realizar-se nos Pavilhão Municipal dos Desportos de Sines, e terá o seu inicio a seguir à hora almoço, prolongando-se pela tarde e noite do dia 5 de Novembro. Em competição irão estar todos os níveis de dança em Portugal (na modalidade de danças de salão e na modalidade de danças latino americanas), passando pelos níveis sociais e terminando nos profissionais, competindo dos juvenis aos seniores. A iniciativa irá trazer ao Litoral Alentejano mais de 200 pares de todo o país e muitos admiradores desta modalidade.

quinta-feira, outubro 13, 2005

 

Bombeiros de Odemira comemoram 70 anos

Os Bombeiros Voluntários de Odemira preparam-se para assinalar o seu 70º aniversário, no próximo Sábado, dia 15 de Outubro. Para tal será realizado um desfile das viaturas dos Bombeiros de Odemira, pelas principais ruas da vila, a partir das 11.00 horas. Uma iniciativa simples, mas que servirá para lembrar à população odemirense o trabalho e a missão dos “homens da paz”. A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Odemira conta com uma corporação de 127 elementos, e 42 viaturas, entre as quais 22 são viaturas de saúde, 12 carros de combate a incêndios e uma viatura de desencarceramento, sendo as restantes viaturas auxiliares. Num concelho tão vasto como é Odemira, com 1.720 km2, o trabalho dos Bombeiros de Odemira e da Secção de Vila Nova de Milfontes passa pelo combate a incêndios, socorro a vítimas de acidentes rodoviários, transporte de doentes e também no socorro a ocorrências na extensa costa. Fonte: CMO

quarta-feira, outubro 12, 2005

 

Errância no CCEN em Sines

ERRÂNCIA é o titulo da exposição de arte contemporânea que São Trindade, Jorge Camões, Francisco Feio, José Tomás Féria e António Júlio Duarte, no Centro Cultural Emmerico Nunes, em Sines. "Errância" é a terceira exposição da Luminária, Associação Cultural , a seguir a "Casa Invisível" em 2001 e a "Territórios" em 2003, ambas em Lisboa. A exposição que será inaugurada a 15 de Outubro estará patente ao público de Terça a Sexta : 10 -12,30 h. e 14 - 18 h. e aos fins de semana e feriados : 15 -18h. Segundo a organização esta exposição apresenta as respostas fundamentais a questões de fundo como o clássico "quem somos, de onde viemos, para onde vamos" que são dadas por sistemas como a religião, a ciência, a filosofia, a história, a cultura e, num certo sentido, eventualmente a arte, não nos satisfazem. Os locais de viagem podem ser vistos como pontos de recuperação e construção da identidade. Do Prix de Rome dos clássicos ao norte de África dos românticos e de como se escapou à banalidade e ao vazio em que este caiu e se procuraram novas paragens, mais distantes e exóticas à procura do paraíso perdido, enquanto outros se refugiaram na sua própria loucura e dentro de si erraram. Hoje, num mundo mais globalizado em que as distâncias se tornam virtuais, a errância tem lugar no e a partir do ecran. O destino é um lugar onde se chega. Mas esse lugar não existia antes da partida. É construído ao longo do caminho. A errância é o processo através do qual lá chegamos. O território é relativo. Não é um fim em si, sob pena de se fechar. O território não tem valor se não se meter em relação, se não reenviar a outras coisas, a outros lugares, e aos valores a eles ligados. A errância lança-nos no território da procura e do encontro e toda a viagem é uma viagem interior. Cada paragem é um momento de respiração e um momento de reflexão que se poderá tornar de inflexão, viragem (ou porque algo se concluiu ou algo ficou por acontecer). Mas o passo seguinte é sempre de regresso ao movimento. Para trás, apenas as marcas da paragem agora cristalizadas em objectos, textos, imagens, sons, cores. A experiência do mundo implica a errância, o movimento, que é o contrário da imobilidade. Poder-se-á errar na imobilidade?

domingo, outubro 09, 2005

 
Resultados Finais
Vitor Proença reforça votação em Santiago do Cacém CDU domina - Assembleias de Freguesia
As assembleias de freguesia de Abela, S. Cruz, Cercal do Alentejo, S. Bartolomeu da Serra, Vale de Água, S. Domingos, Alvalade, S. Cacém. S. Francisco da Serra e Santo André foram ganhas pela CDU. Em Ermidas a vitória foi para o PS por uma margem de 1%. Assim o Partido Socialista perde as Assembleias de Freguesia de S. Cruz, Alvalade e Santo André. No que diz respeito à Camâra Municipal de Santiago Cacém, Vitor Proença viu a sua força sair reforçada. Nestas eleições,e ao contrário das últimas em 2001, em que a CDU precisou do PSD para viabilizar a gestão comunista desta feita a CDU consegue 4 eleitos, o PS consegue 2 e o PSD mantém 1 vereador.
Sines - Manuel Coelho reconduzido por mais um mandato com reforço de votação
Manuel Coelho foi reeleito para mais um mandato de 4 anos. Manuel Coelho em declarações à Antena Miróbriga mostrava-se satisfeito com a demonstração de apoio da população daquele concelho. Carlos Silva considerou a votação do PS muito baixa tendo em conta as expectativas da sua equipa. A Junta de Freguesia de Porto Covo foi ganha pelo Partido Socialista.
CDU cai em Alcácer do Sal
Alcácer do Sal é a grande surpresa do Litoral Alentejano. O PS conseguiu derrubar o poderio dos últimos anos da CDU naquele múnicipio. Uma vitória clara dos socialistas que, depois da saida de Rogério de Brito preferiram fazer uma mudança radical. Assim Pedro Paredes assumirá os destinos do municipio alcaçarense nos próximos 4 anos com uma maioria absoluta de 4 mandatos contra os 3 da CDU. Foto: Rádio Mirasado
 
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quinta-feira, outubro 06, 2005

 

Rural Beja dedica feira à Água

A IV edição da Ruralbeja – Feira de Santa Maria, abriu hoje portas naquela cidade Alentejana e prolonga-se até ao próximo domingo. Ao procurar reforçar a identidade através do regresso às origens, ao campo e ao mundo rural, o evento promove e divulga em simultâneo muitos dos melhores produtos tradicionais da região. Partindo das raízes do passado, o certame apresenta produtos e serviços de qualidade ímpar através da participação de associações, empresas, administração pública e outras entidades. Em tempo de seca extrema, a IV edição da Ruralbeja realiza-se sob o signo da água, enquadrando um conjunto de exposições e outras iniciativas relacionadas com a temática. A gastronomia, o artesanato, o turismo, os produtos agro-alimentares da região tais como o presunto, os enchidos, queijos, mel, azeite, a carne certificada, entre muitos outros fazem parte do cartão de visita da Ruralbeja. Com raízes no passado reveladas através da presença dos mais variados elementos etnográficos, bem como através de exposições, máquinas, alfaias agrícolas e animais, a Ruralbeja mostra igualmente as potencialidades do Alentejo. As componentes da feira tradicional, de que se destacam os habituais divertimentos, tasquinhas de comes e bebes e malacuecos, conciliam-se com a outra vertente que aposta na modernidade, na diferença revelada pela qualidade, no profissionalismo. É na articulação e nas mais valias destas duas vertentes coexistindo em simultâneo que reside a principal característica da Ruralbeja. Em tempo de Outono em que a chuva ainda é uma miragem, o tema central desta edição da feira vai ser em torno da água. São muitas as exposições, colóquios e outras iniciativas que vão aprofundar o tema água. Promovida no Parque de Feiras e Exposições de Beja, por iniciativa da Associação de Criadores de Ovinos do Sul, Região de Turismo Planície Dourada, Câmara Municipal de Beja e Núcleo Empresarial da Região de Beja, a responsabilidade da organização cabe, mais uma vez, à ACOS.
 

Sede de Campanha do PS vandalizada em Santo André

A sede de campanha do Partido Socialista para as eleições autárquicas na cidade de Vila Nova de Santo André (Santiago do Cacém) foi vandalizada e assaltada, ontem dia 5 de Outubro. O (s) intruso (s) penetraram no espaço da sede de campanha, deitando tinta branca por todo o chão, paredes e vidros do espaço. Destruíram material gráfico de campanha, nomeadamente panfletos e brochuras do programa de acção do Partido Socialista à Câmara da sede de concelho, Santiago do Cacém, tendo estes ficado inutilizados. Levaram ainda três televisores, um computador e uma aparelhagem de Alta Fidelidade, num valor orçado em pouco menos de dez mil euros. Só perto da noite, depois de um dia de intensa campanha nas ruas do concelho, elementos da equipa de Cascão da Silva depararam-se com o cenário macabro deixado pelos criminosos. O cabeça de lista PS a Santiago do Cacém já repudiou estes actos de vandalismo, estando o caso entregue à Directoria de Setúbal da Polícia Judiciária, depois de uma primeira e imediata abordagem do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Santiago do Cacém. Cartazes não só, mas sobretudo da força política socialista – suportada também nestas eleições em concreto por alguns independentes conceituados da região - têm sido vandalizados pelos 1052 Km² do concelho de Santiago do Cacém, composto por onze extensas freguesias, sendo o mais populoso de todo o Alentejo.

quarta-feira, outubro 05, 2005

 

Évora recebe 6º Encontro Internacional de Arte Jovem

Está a decorrer o 6º Encontro Internacional de Arte Jovem, organizado pela Teoartis. A iniciativa reune, até 9 de Outubro na cidade de Évora, jovens artistas oriundos de quase duas dezenas de países. Este ano, foram recebidos 2117 trabalhos de 67 escolas provenientes de 19 países, tendo o júri seleccionado 1352 trabalhos e atribuído 116 medalhas de ouro, 116 de prata e 297 menções honrosas. José Ernesto d’ Oliveira, autarca de Évora considerou de "significativa importância a realização deste evento que enriquece qualitativamente a cidade, para além de ser um importante meio de promover a troca de experiências entre os participantes e de divulgar ainda mais Évora no contexto mundial". Para a Directora deste Encontro Internacional, Teodolinda Pascoal, o balanço que faz destas seis edições de Arte Jovem também é positivo, apesar de lamentar não ter um apoio maior para poder alargar o evento a mais jovens: “cada vez mais pessoas enviam trabalhos e pretendem vir a Évora, mas não temos capacidade para receber tantos alunos”. A participação portuguesa continua a ser menor do que a estrangeira, um facto que Teodolinda Pascoal justifica pela pouca motivação dos jovens para estas actividades dado o número reduzido de escolas de arte existentes no nosso país. Apesar disso, mais de 30 alunos de Évora e Vouzela irão participar, em conjunto com os alunos estrangeiros, num ateliê aberto que tem lugar no feriado do 5 de Outubro e no próximo sábado. Ao longo da semana alunos e professores vão desenhar e pintar trabalhos sobre Évora e também participar em visitas de estudo. Aliado ao encontro está uma exposição de trabalhos que pode ser apreciada durante todo o mês de Outubro em diversos locais da cidade, entre eles os Paços do Concelho e a sede da Teoartis (Rua 5 de Outubro) e também na Teoartis -“Casa dos Sapos”, em Monsaraz.
 

terça-feira, outubro 04, 2005

 

Termoeléctrica a carvão da EDP em Sines é a 15ª mais poluentes da Europa

A termoeléctrica a carvão da EDP em Sines é a 15º fábrica das produtoras de energia eléctrica mais poluentes da União Europeia, segundo um estudo da organização ecologista WWF International hoje divulgado. A noticia hoje divulgada pela Agência Lusa e disponivel no site daquela associação ambientalista diz ainda que a instalação da EDP é a única fábrica portuguesa na lista da World Wildlife Fund. A WWF dá pior nota a nivel ambiental à fábrica grega Ágios Dimitrios, a mais poluente no espaço da UE, seguida de perto pela de Frimmersdorf, na Alemanha, e pela de Abono, em Espanha. A organização classificou fábricas implantadas nos 25 países da União Europeia segundo a sua eficácia, um cálculo baseado no número de gramas de dióxido de carbono (Co2) emitidas por quilowatt de electricidade gerado."O sector eléctrico é responsável por 37 por cento de todas as emissões de Co2 de origem humana", considerou Imogen Zethoven, líder da campanha "Power Switch!" da WWF."As fábricas de carvão figuram entre as mais poluentes, porque utilizam a fonte de energia mais rica em Co2. Para travar o aquecimento global, devemos substituir essas fontes por alternativas como o gás ou as energias renováveis", sublinhou a mesma fonte, referindo-se à energia solar, eólica e hidráulica. Os resultados do estudo podem ser vistos em: http://www.panda.org/campaign/powerswitch/responsible/dirty_30.cfm
 

Dia Mundial do Animal - Badoca Park tem desde hoje mais uma girafa

A partir de hoje o Badoca Safari Park acolhe um novo membro na sua família de 250 animais. No Dia Mundial do Animal chega ao parque uma girafa Rothschildi pura (Giraffa camelopardalis rothschildi), macho, nascida em 2004, na República Checa (ZOO & Chateau Zlin-Lesna). Um período de aproximadamente trinta dias será necessário para o novo residente se integrar totalmente no habitat do parque e partilhar, em plena liberdade, a sua nova casa com os restantes animais, entre os quais poderá encontrar o Badokas – uma girafa macho, com nove anos de idade. A vinda deste exemplar para o Badoca prende-se com as excelentes condições atmosféricas do nosso país, adequadas ao desenvolvimento desta espécie, ao contrário do que acontece em alguns países da Europa do Norte onde está presente a maioria destes animais. Esta será a primeira de um total de três girafas a adquirir até ao final do ano. A aposta no enriquecimento da actual família de animais passa, segundo a responsável de Marketing e Comunicação do parque, pelo acolhimento de novos exemplares e pela representação de novas espécies características do Continente Africano. Esta missão visa reforçar a tematização do parque e criar, de forma contínua, novos pontos de interesse para os visitantes, que assim podem (re)visitar o parque e conhecer novos habitantes. O parque temático, que celebra seis anos de actividade, prevê a chegada de 25 novos residentes até ao início do próximo ano.

segunda-feira, outubro 03, 2005

 

Opinião – Bruno Gonçalves Pereira

Fraude de expectativas A intervenção cívica passa na minha óptica também por, quando necessário, sugerir caminhos e mostrar agrados ou desacordos com as políticas práticas que se vão seguindo. Sou de Santiago do Cacém e aqui estou todas as semanas, salvo raríssimas excepções. Normalmente o meu contacto com a cidade faz-se logo constatando que não posso estacionar o carro junto a casa, apesar de ir carregado com os sacos pesados que usa quem anda com a casa às costas, para que possa estar sempre perto da família, dos projectos da terra feitos pela sociedade civil e das pessoas que desde sempre foram a minha gente. O Município não salvaguarda o estacionamento para os residentes, enquanto por outro lado se permite que se vão fazendo mais edificações sem estacionamento para os moradores. É logo um cartão de visita pouco simpático e nem o hábito de tal acontecer há muitos anos o faz mais leve. Devo dizer que sou daqueles que acha que Vítor Proença fez um trabalho muito meritório na vereação da cultura num anterior mandato, por várias vezes dei conta disso mesmo e sou também dos que, tendo uma ideia formada da política nacional, fui dividindo os ovos por vários cestos no que respeita a autárquicas, consoante o projecto que considero melhor para Santiago do Cacém. Assim, desde já dou a conhecer, a quem eventualmente ainda não saiba, que colaborei eu próprio com a elaboração do programa de ideias reais para governar a Câmara Municipal de Santiago do Cacém por Cascão da Silva, Maria dos Anjos Polícia, Manuel Mourão e Luís Assis do Ó. Fi-lo à semelhança do que fizeram outros interdependentes, com base na confiança nesta equipa de pessoas credíveis, todos profissionais assinaláveis nas respectivas áreas e boas pessoas, como diz o nosso povo. Sei que o programa que a população elaborou, que eu e outros independentes acrescentámos com ideias e que a equipa de Cascão da Silva compilou e enriqueceu com as suas próprias ideias e visão do que será toda uma Santiago do Cacém melhor, dá a resposta adequada e real ao que de mais eficaz, necessário e útil se pode fazer pela nossa terra. Posto isto, feita a localização de onde me encontro no meio da importante questão da gestão autárquica, cumpre-me assinalar o que me deixou frustrado nas expectativas que tinha para a evolução da nossa terra. Vi, como muitos viram, uma placa de bom tamanho, colocada a dias das últimas eleições autárquicas emblematicamente junto da Quinta do Barroso dando conta de que ali nasceria o parque urbano, uma aquisição recente da autarquia por noventa mil contos, para a transformar no dito parque. Passaram quatro anos e à parte de terem andado lá umas máquinas de terraplanagem, nada se viu de obra nascida. Em minha opinião, as consultas feitas à população não devem nem podem servir de desculpa para a promessa não cumprida. Eu senti-me defraudado nas expectativas criadas. Mas o pior estava para vir, com a questão da construção do dito Auditório Municipal. Para quem como eu sempre fez da cultura, das artes e da música a nível local uma forma de servir a terra e de a representar é uma afronta e uma enorme falta de respeito ser construída uma sala nas sobras dos pavilhões empresariais de uma feira, sem condições para receber uma banda de música, um coro polifónico de tamanho médio, uma companhia de teatro ou uma orquestra. Na prática são mais de duzentos e dez mil contos (1.049.223,39€.), para se continuar a não poder receber um espectáculo acima de pequenas dimensões técnico – artísticas do ponto de vista logístico e de audiência. Ou por outras palavras, ainda mais directas, são duzentos e dez mil contos deitados à rua. E, se se achar que a sala não era para isso é dinheiro mal empregue, se era e não dá é uma oportunidade desperdiçada para além do dinheiro tão escasso como sempre se diz e esbanjado numa obra com poucas valências. Toda a boa gente disse isso ao Senhor Presidente da Câmara Municipal, desde os próprios técnicos com formação em música, arte e cultura até ao cidadão comum. De nada serviu, duzentos e quarenta e sete lugares, num concelho com mais de 32 000 habitantes – somos o concelho mais populoso de todo o Alentejo – 3 lugares para deficientes o que é um número reduzido, ainda que para uma mini capacidade de 247 lugares. O palco, de reduzido tamanho, não comporta qualquer orquestra, companhia de teatro, dança ou banda e coros de tamanho médio. É preciso que os santiaguenses saibam disto, é uma vergonha, com um centro cultural prometido há décadas para o espaço junto à Rodoviária, vir agora uma sala que, independentemente de quando esteja pronta, não vai servir as necessidades de um público que vai ter sempre de continuar a deslocar-se às grandes cidades para ver espectáculos de média dimensão, de certo número de artistas em palco e com uma assistência de público acima da pequena. Devo dizer que tendo feito parte da Banda da Sociedade Filarmónica União Artística e do Coral Harmonia durante largos anos e correndo o país e estrangeiro em representação da terra, sempre vi, em terras bem mais pequenas que Santiago, salas com pelo menos mil lugares sentados – 4 vezes mais do que o mini auditório que se propõe a Câmara local construir – de Lagoa a Oliveira de Azeméis, de Garvão a Alter do Chão. Dezenas de localidades com orçamentos bem mais reduzidos do que a Câmara de Santiago, com concelhos tão grandes como o nosso, têm salas dignas para receber os seus munícipes e qualquer tipo de espectáculo. E pouco mais que a mesma verba faria o serviço, noutro espaço e com cadeiras bem mais correntes, por exemplo. Não se percebe. Contudo, a questão do Centro Cultural de Santiago do Cacém explica-se facilmente. Era como se as antigas piscinas do Rio da Figueira fossem suficientes para as necessidades. Não eram, por isso se construíram umas com mais condições. O grave é que o auditório municipal é agora construído de raiz, não é um equipamento já existente e não tem, logo à partida, condições. O protocolo de recuperação da Sociedade Harmonia também ainda não deu frutos, ao contrário do que se fez acreditar. À parte de uma distribuição ponderada de financiamento às colectividades de música e recreio, a política cultural da Câmara teve episódios tristes e tão claros quanto os concertos de “Toy e Tony”, da falta de reconhecimento de bandas do concelho e de uma gritante ausência de preocupação com a formação cívica para a cultura, bem exposta nos exemplos dados. Existem muitos artistas tradicionais e populares, não é necessário bater no fundo, com os ditos popularuchos – numa expressão corrente entre os coordenadores musicais de estações de rádio – ainda que eles digam em palco que são amigos do Senhor Presidente, em ano de eleições. Não era preciso o abismal intervalo entre Carreira e as pequenas orquestras em dimensão, mas grandes em qualidade e largueza de horizontes. Não se defende aqui o elitismo, mas a dita música pimba paga a valores de milhares de contos (em moeda portuguesa antiga) não é seguramente o caminho. Queixam-se os amigos de Santiago e queixam-se os amigos de Santo André, fazem mais coisas numa terra do que noutra e por aí adiante. A questão, em minha opinião, é a escassez em ambos os locais. Todos estamos de acordo que os locais onde se concentram mais acontecimentos e obras são tendencialmente aqueles onde habitam mais pessoas, não será o critério mais descentralizador, mas acaba, ainda assim, por ser o mais justo, apesar de tudo. Mas à parte de uma extensão da Biblioteca Municipal a Santo André, construída com os apoios das empresas Petrogal, Borealis e Belhabitat (Construtora civil) e das Piscinas em Santiago do Cacém – projecto co-financiado pelo Governo da República através dos fundos comunitários – não se vêm obras de relevo no concelho. Sei que aumentar a rede de esgotos, de caminhos e iluminação também é obra, mas também sei que ainda nos nossos dias, em 2005, só 70% da população tem saneamento básico, a própria Câmara Municipal o refere no seu sítio na Internet. Continuam a ser esquecidas diversas freguesias por completo, S.Domingos está a ter uma desertificação sem precedentes, nunca mais arranca a sua zona industrial para fixar alguma oferta de emprego, os jovens ali ainda mais que em qualquer outra freguesia não têm qualquer ancora a que se agarrar, querendo ficar na sua terra. Vale d’Água passou a ser freguesia, mas não passou a ser beneficiada. A sede de freguesia de São Francisco da Serra continua a ser ignorada, nada se faz, nem arruamentos, nem qualquer equipamento que seja uma real mais valia para a população, andam projectos de Feira do Monte em Feira do Monte a ser mostrados e de obra nada se vê. Em minha opinião, ninguém deve, que mais não seja por via do silêncio estimular bairrismos entre Cruz de João Mendes, Roncão e São Francisco e, por outro lado, entre Santiago do Cacém e Vila Nova de Santo André. Tudo é Santiago do Cacém e com o bem de todas as terras temos uma marca do concelho criada e, mais importante, o bem-estar da nossa gente. Tenho conhecidos e amigos nas onze freguesias e todos nós e vocês merecemos quem faça mais pelo bem comum. As facilidades para o concelho não se conseguem fazendo manifestações cujos slogans lembram o tempo do malogrado PREC. Não é assim que se trabalha nos dias de hoje e não chega estar no emprego das oito da manhã às oito da noite se não se trabalhar bem, ou se não se tiver uma boa equipa de suporte. Penso que seja o que acontece a Vítor Proença, por quem continuo a ter estima, apesar das desilusões que pessoalmente tive com o mandato autárquico. Não posso, todavia, não dar a minha opinião ou deixar de esclarecer alguns equívocos que possam passar para as pessoas que estejam, porventura, menos dentro de alguns temas. Os Jovens continuam a não ter o que fazer nas nossas terras, nem o que os faça voltar às origens definitivamente, uma vez que não têm trabalho. Não vejo as assimetrias dentro do próprio concelho a diminuírem, a burocracia para tratar de qualquer assunto mantém-se. O planeamento de cidade em Santiago do Cacém e Santo André é algo que julgo não existir, só assim se explica a construção de vias estreitas e amontoados de habitações desordenadas e rotundas minúsculas para escoamento de trânsito. Há décadas que não existe habitação verdadeiramente social, que não em cooperativas. O turismo nada mais é do que uma miragem fugaz. A segurança é provavelmente o assunto ainda mais importante, pessoalmente, acho inadmissível que tenham ocorrido crimes num evento que é organização da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, a Feira do Monte, e que ninguém tenha assumido responsabilidades pelo sucedido. Como todos sabemos, a responsabilidade pela segurança de um evento é da organização desse mesmo evento. Compreendo a revolta que por essa razão me chega constantemente de Santiago do Cacém. Sei que uma autarquia não pode controlar os ímpetos de gente criminosa, claro, mas pode contratar segurança privada e dimensionar correctamente o número de agentes de autoridade necessários para determinado efeito e, deve, sobretudo, dar uma palavra de responsabilização, traduzida, por exemplo, na abertura de um inquérito ao ocorrido e à segurança do evento para que não se repitam situações idênticas. Até para provar que não podia ter evitado a tragédia, se fosse esse o caso do resultado do inquérito. E, salvo decisão pericial em contrário, deveria ter encerrado a feira. Imediatamente. Não bastam reuniões com as autoridades e cartas de protesto ao Governo da República em tom agressivo. E melhor ficava o silêncio na dor de muitos em vez das entrevistas dadas a órgãos de comunicação social, repletas de imprecisões e publicidade ao executivo que seria tudo o que menos interessava a quem vivia a tragédia na pele. A adesão massiça à marcha silenciosa contra a violência demonstra que às pessoas importa muito mais as vidas dos cidadãos da terra e a sua segurança do que uma extensão das Finanças em Santo André, cuja comissão de defesa nem um número razoável de apoiantes consegue cativar. Mas entendimento diferente teve o actual presidente da Câmara, presente pelas Finanças e ausente para fazer o luto ao lado de centenas de populares e receber uma simples carta do Movimento Popular contra a Violência, legitimado pelo sentir de uma multidão. Imagino que a imagem fique mais beneficiada em inaugurações do que em situações em que se fala demais quando é tempo de luto e se fica em silêncio quando se deve falar e assumir. Envergonho-me do Boletim Municipal, cheguei a mostrá-lo em tempos a colegas meus de órgãos de comunicação nacionais, serviu de divertimento, propaganda pura ao executivo actual da Câmara e ao partido político que lidera o mesmo, disseram. E com razão. Neste tempo, de campanha eleitoral nas ruas, o programa de rádio da Câmara Municipal na Antena Miróbriga está impossível, a propaganda é total, durante o ano mais do tempo é transmitida música, agora, naturalmente, palavra de elogio ao trabalho da Câmara três horas por semana, facto a que é alheia a estação, porque, como sabemos, este é um espaço da responsabilidade da autarquia. Falando na Antena Miróbriga, estação na qual colaboro e gratuitamente faz 16 anos, devo dizer que tenho lido e ouvido falar com preocupação de acusações de alguma parcialidade, benefício do actual executivo da autarquia e da estrutura local do PSD. Quero aqui dizer que, ao contrário do que se calhar alguns esperavam, não me vão ler ou ouvir a dizer mal da rádio onde me fiz um profissional autodidacta do éter, mesmo antes de entrar nas principais rádios do país, em Lisboa. Quero acreditar que a informação da Antena Miróbriga segue sempre pelos princípios éticos da imparcialidade e igualdade de tratamento de informação, bem como da não omissão. Não entendi o convite – que de resto se tornou público - que Pedro do Ó, a quem também saúdo, fez à nossa jornalista da AMR para ser a Relações Públicas da campanha do PSD à Câmara Municipal. É uma atenção que, apesar do convite ter sido, obviamente, recusado, e acredito que feito sem qualquer maldade, deixa uma sensibilização que não é tolerável. Acaba por ser um ponto baixo numa candidatura que apresenta a equipa mais equilibrada de sempre dentro do próprio aparelho do PSD de Santiago e vindo de uma pessoa detentora de uma grande amabilidade, simpatia, prestabilidade e com alguma influência na resolução de questões locais como seja o caso da abertura do novo Hospital Distrital de Santiago do Cacém – Hospital do Litoral Alentejano e na repavimentação do IC33, na sua qualidade de deputado à Assembleia da República. E nesse aspecto, é essa a forma de trabalhar à semelhança da capacidade de diálogo que o PS de Santiago do Cacém teve para ultrapassar estas questões, desbloqueando decisões que outros não desbloquearam, preferindo antes tentar bloquear estradas. Como disse, não são as manifestações que trazem qualquer benefício, só atrasam os processos e criam atritos, firmeza é uma coisa, revoluções fora de tempo são outras. Em bom rigor, umas das dificuldades do PSD de Santiago foi a de chamar mais valores da sua área e independentes a participar no seu programa e na sua equipa, num contexto em que alguma população ainda olha com reticências o centro-direita do espectro político. Outra das questões que se levanta no próximo acto eleitoral local é a possibilidade da continuidade na coligação pós -eleitoral CDU/PSD, uma situação que foi levantada pela candidata do CDS-PP, Filomena Pinela, após reunião com a estrutura local do PSD e que, a acontecer, continuaria a constituir uma situação inédita em todo o país e, em meu entender, desprovida de qualquer sentido dado que são visões das coisas completamente diferentes. Essa entrevista da candidata do CDS/-PP que cito está disponível na Internet em http://alentejomagazine.blogspot.com/ datada de 8 de Agosto. A questão fica então clara, escolher entre a continuidade do Partido Comunista / CDU, no poder há 30 anos – em particular com a grave falta às promessas do mandato passado e constante frustração de expectativas ou, apostar na candidatura de Cascão da Silva, cuja pessoa, equipa e programa, também subscrito pela minha pessoa, me merece a maior das confianças. O projecto traduzido no programa apresentado, pode ser consultado e comentado em http://santiago-em-accao.blogspot.com/ ou nos órgãos de comunicação social que o têm divulgado, como seja o caso de um dos sites de informação mais visitados do Alentejo e sedeado em Elvas, aqui fica o exemplo http://www.alentejopress.com/periodico/noticias/mostrar_noticia.php?id=15297 , entre outros. Julgo que ainda temos algum défice democrático no nosso concelho, ao olhar para cartazes de campanha vandalizados só me ocorre que a insuficiência de inteligência dos autores de tais actos não deu para entenderem que só os beneficiam. Os partidos políticos deveriam ter apenas colocado nos programas de ultima hora as ideias próprias e não as adaptações de outras que o site Santiago em Acção apresentou. Não me agradou a promiscuidade que se retira do comparativo entre as listas da CDU e o colectivo de funcionários da Câmara. Sei que está muita gente cansada desde marasmo em que se tem tornado cada vez mais a vida em toda a Santiago do Cacém. 1052 Km² de oportunidades perdidas e mais de 32000 habitantes que merecem muito mais. A pujança de Santiago do Cacém parece muitas das vezes comparável à pressão da água na minha casa, em plena “baixa”, junto ao Mercado Municipal. Frouxa. Tal como é inadmissível que não exista pressão nas torneiras da cidade e as obras de reforço do abastecimento se façam com pelo menos uma década de atraso, também não se aceita a falta de vitalidade imposta por quem deveria puxar mais pelo concelho. Quero ver um digno Centro Cultural em Santiago e em Santo André, a diminuição da diferença entre freguesias, o desenvolvimento equilibrado e a iniciativa a todos os níveis, tornando o dia-a-dia das pessoas melhor. Nascido e criado em Santiago do Cacém, acredito na evolução da nossa terra, sobretudo na que não tem tido e que poderia ter, nas pessoas e no seu valor. Por isso dou a conhecer as propostas que apresentei à candidatura de Cascão da Silva e sua equipa e que, no essencial, foram absorvidas pelo programa às eleições. Deixo o original em http://umaideiadesantiago.blogspot.com/ . Serei um dos garantes e fiscal de tudo o que é aspiração nesse programa e confio na ideia que também subscrevo, mudar Santiago, fazendo a diferença. Bruno Gonçalves Pereira (Especialista em Coordenação musical e programação de rádios, com passagens pela Rádio Renascença, RFM, Cidade FM e Rádio Comercial, actualmente é locutor da Antena 1. Colaborador da Antena Miróbriga há 16 anos. Recebeu o seu primeiro prémio literário aos 14 anos, pela editorial Caminho e frequenta actualmente o 4º ano de Direito na Faculdade de Direito de Lisboa).

sábado, outubro 01, 2005

 

Viagem histórica volta a Santiago do Cacém

Pela 11ª vez os automóveis antigos voltaram a Santiago do Cacém naquela que é a XI Viagem Histórica a esta Cidade. Cerca de 5 centenas de carros do Clube de Carros Antigos da Costa Azul das mais variadas marcas e com data de construção de 1930 a 1977 realizaram o percurso que em 1895 foi feito pelo Panhard e Levassor, na viagem inaugural do primeiro automóvel em Portugal que tinha como proprietário o Conde Avillez. A caravana teve passagem por Alcácer do Sal, Relvas Verdes, Vale Verde. Em Santiago do Cacém os carros antigos demonstraram que apesar de "velhinhos" ainda conseguem ter pericia. Depois do desfile da caravana automóvel esta tarde em Santiago do Cacém, esta partiu para Santo André. Amanhã a caravana segue para a Lagoa de Santo André, passando por Brescos, Monte do Paio e segue depois para Grândola com passagem marcada em S. Francisco da Serra.

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