sábado, julho 31, 2004
Destaques para o último dia do FMM
Roberto Juan Rodriguez
Quando era pequeno, o avô de Roberto Juan Rodriguez costumava levá-lo a ver os velhos judeus a dançar ritmos cubanos na praia de Miami. Hoje é ele, cubano, que faz música judia. Música judia que fundiu com música cubana de uma forma tão orgânica que parece tradicional.
Roberto Juan Rodriguez nasceu em Cuba, mas os pais exilaram-se na Florida tinha ele seis anos. Com formação musical desde muito cedo, orienta na adolescência o seu interesse para o jazz e para a bateria. É a tocar esse instrumento que ganha o seu primeiro dinheiro numa companhia de teatro yiddish e nas festas da comunidade judia.
Depois de anos longe desse meio, a tocar percussões para os mais variados grupos e artistas, é através da participação no projecto “Cubanos Postizos”, do guitarrista judeu Marc Ribot, que se aproxima da chamada Radical Jewish Culture nova-iorquina, um movimento que leva o klezmer a experimentações com o jazz, o rock e toda a espécie de músicas. Grava com alguns dos seus artistas mais destacados - John Zorn, por exemplo - e fica com a certeza que dentro dele também há um disco judeu.
Esse disco, “Danzón de Moises”, está pronto em 2002. Combinando a componente europeia da rítmica cubana - a “guajira” espanhola e o “danzón” francês - com várias músicas judias do Velho Continente, fabrica uma música elegante, discretamente festiva, próxima do tango.
A fusão é brilhante. É verdade que os sopros e as cordas têm um tom marcadamente judaico e que o colorido das percussões é mais evocativo de Cuba, mas esta música vale pela unidade.
Em Sines, já com um segundo disco na bagagem - “Baila Gitano Baila” - Roberto Rodriguez e o seu septeto provam que a mistura também pode ser um exercício de autenticidade.
Rokia Traoré
A música de África, normalmente associada aos maiores êxtases rítmicos, às vozes mais poderosas, aos desempenhos ao vivo mais avassaladores, também é capaz de milagres como Rokia Traoré: toda a força, todo o génio, toda a entrega, numa voz quase nua, nas cordas de uma guitarra.
Filha de um diplomata, com os olhos cheios de mundo e os ouvidos cheios de músicas tão diversas quanto os “griots”, o jazz, a música clássica ou a pop, Rokia tem um cultura cosmopolita que a forma, mas que não exibe. A língua em que canta é a sua, o “bamanan”, e os instrumentos que usa são quase em exclusivo instrumentos acústicos tradicionais (as excepções são a guitarra que ela própria toca e um baixo eléctrico).
Hoje com 27 anos, Rokia canta profissionalmente há cerca de oito. Desde o seu primeiro disco, “Mouneïssa” (1998), que o acolhimento do público e da crítica internacional tem sido caloroso. “Wanita” (2000) foi premiado pela BBC e eleito álbum do ano pela Folk and Roots. “Bowboï”, editado o ano passado, e que esteve este ano na origem de mais um prémio da crítica da BBC, é considerado o mais perfeito.
A música de Rokia vive da parcimónia. A parte instrumental - muitas cordas, algumas percussões -, é cheia de cambiantes mas minimalista. A voz, de um timbre quente mas não tórrido, é tão segura e modesta que usa tudo o que tem ao serviço da suavidade, de um efeito de fragilidade. As letras, mesmo quando abordam corajosamente tabus, como infâncias difíceis ou os direitos das mulheres em África, fazem-no com uma timidez que não é medo, mas delicadeza.
Do país de Oumou Sangaré, Salif Keita e Ali Farka Touré, dia 31, no Castelo, conheça a África verdadeira de outra forma, numa das melhores vozes das músicas do mundo actuais.
Femi Kuti
Diz um provérbio ioruba que “Filho de tigre tigre é”. Femi Kuti é filho de um tigre: Fela Kuti, o fundador do afrobeat, essa mistura de ritmos tradicionais africanos, funk e jazz de vanguarda, que está entre o melhor que a música popular produziu no século XX. Hoje com 42 anos, Femi é um tigre da linhagem Kuti mas não é um clone do pai. A raça é a mesma, a luta é parecida, mas a música é outra.
Nascido em Londres, em 1962, e criado na Nigéria, ainda adolescente Femi deixa a escola e vai tocar saxofone alto na banda do pai, os Egypt 80 (segunda encarnação dos Africa 70), que dirige entre 1984 em 1986, enquanto Fela está preso, pela sua oposição à ditadura nigeriana.
No momento em que o pai é libertado e regressa à banda, Femi decide procurar o seu caminho. Forma a banda The Positive Force, grava dois discos na Nigéria, faz alguns concertos no estrangeiro, mas só começa realmente a impor-se no mercado mundial em 1995, com o lançamento do disco com o seu nome.
Quando Fela morre em 1997, Femi está decidido a continuar a sua luta política. Embora mais sóbrio e diplomático, Femi é igualmente corajoso a enfrentar os problemas do homem africano, da sida à corrupção.
Em termos estritamente musicais, também não renega o legado afrobeat. “Shoki Shoki” (1999) e “Fight to Win” (2001), os seus dois discos mais maduros, são afrobeat - como demonstram o peso dos metais e o espaço para a improvisação -, mas percebe-se a curiosidade por outros cruzamentos e a intenção de fazer chegar a mensagem a novos públicos. É o que procura através da maior orientação para a dança e das aproximações ao soul e ao hip hop.
Dia 31, com fogo-de-artifício, conheça em Sines um dos artistas mais fulgurantes dos palcos das músicas do mundo.
Sexta Feira - Brasil, EUA e Grécia na noite de todas as músicas
Tom Ze trouxe o sol da Bahia
O sol da Bahia aqueceu ontem, a noite fria de Sines, com a música de Tom Zé. O musico brasileiro, considerado por alguma imprensa especializada o cabeça de cartaz do 3º dia do Festival Músicas do Mundo, não defraudou as expectativas. Improviso e critica social e muita interacção com o público foram ingredientes para o sucesso do concerto.

David Murray A música de Guadalupe juntou em Sines dois grandes nomes do Jazz mundial David Murray e Pharoah Sanders. Pela terceira vez no festival David Murray continua sempre a surpreender o público que o vem ver a Sines.

Savina Yannatou Grécia, Itália, Turquia, Bulgária, Macedónia e Espanha foram alguns dos locais escolhidos pela cantora Savina Yannatou na sua viagem pela música que apresentou ontem em Sines. Considerada como a diva do Mediterrâneo, Savina trouxe ao público de Sines a música tradicional destes locais com a singularidade dos sons gregos e os instrumentos orientais e ocidentais. Fotos FMM
sexta-feira, julho 30, 2004
Destaques do FMM para esta sexta feira
Savina Yannatou
Uma cantora tão aberta que consegue ter mesmo tempo como modelos Montserrat Figueras, companheira de Jordi Savall, sublime *arqueólogo* da música antiga, e Diamanda Galás, *diabólica* experimentalista vocal, não pode deixar de merecer simpatia. Comove sempre uma artista para quem a música é uma espaço infinito de estudo, fascínio, auto-melhoramento. Sem preconceitos.
O percurso de Savina explica a artista que é. Começou a carreira pela música erudita, interessou-se pelo jazz e só depois enveredou pela música tradicional, quando em 1993 foi convidada para fazer um disco de canções dos judeus sefarditas da cidade de Tessalónica.
Não foi preciso muito tempo para compreender que tudo o que aprendera poderia confluir aí: a segurança técnica adquirida na sua formação clássica e a aventura do improviso da sua experiência jazzística poderiam ajudá-la a dar nova vida não só a essas canções, mas ao melhor do cancioneiro mediterrâneo.
O grupo instrumental que a acompanhou nesse primeiro trabalho tomou o nome do disco - *Primavera en Salonico* - e passou a trabalhar com ela regularmente. Em conjunto, gravaram ainda *Mediterranea*, (1998), *Virgin Maries of the World* (1999) e o disco ao vivo *Terra Nostra* (2003).
Juntos, a voz ecléctica de Savina e a combinação de instrumentos orientais e ocidentais dos *Primavera en Salonico* conseguem conferir unidade a um repertório que inclui música tão diferente quanto hinos ortodoxos, baladas provençais, polifonias da Sardenha, *maqams* do Médio Oriente e rápidas fugas para as Caraíbas e a Irlanda.
Respeitadora da tradição, mas também ávida de novos sons e texturas, Savina Yannatou leva aos limites o rigor e o refinamento. A conhecer, dia 30 de Julho, no Castelo de Sines.
David Murray e Pharoah Sanders
É o terceiro ano que David Murray vem ao festival. E vai ser um privilégio voltar a tê-lo entre nós, porque a música que traz é sempre surpreendente e a gente que o acompanha é sempre de qualidade. Depois dos reencontros do jazz com a sua família da África do Sul e de Cuba, de que Sines foi testemunha em 2001 e 2002, Murray promove desta vez um encontro com outro primo afastado, o *ka* de Guadalupe.
Vai ser uma festa como só os filhos de África sabem fazer. Cada um leva o que tem de melhor e partilha-o com o outro. Neste caso, os fabulosos tambores “ka” e o cantar crioulo de Guadalupe dão o suporte rítmico e a pequena orquestra jazz de David Murray, rebrilhante de metais, define a harmonia. Em minutos, a dança começa.
O projecto de David Murray sobre a música de Guadalupe arrancou em 1998 com o disco *Creole*, prosseguiu em 2002 com *Yonn-Dé* e tem este ano, em *Gwotet*, a sua terceira parte. A música é de primeira em todos os álbuns, mas este tem algo especial: o sopro de um dos maiores saxofones tenores da história do jazz, Pharoah Sanders.
Há bastante tempo que Murray e Sanders, ambos figuras de proa do movimento free, se conhecem. Em 1988, ganharam um Grammy com “Blues for Coltrane”, disco de homenagem ao mestre de que Sanders foi companheiro na sua fase mais experimental.
Agora, estes dois músicos conhecidos por gostar de pôr o seu jazz a ouvir outras músicas - os melhores discos de Pharoah Sanders estão cheios de influências africanas e orientais - voltam a encontrar-se para um projecto emocionante.
Dia 30 de Julho, entre a mundividência rigorosa de Savina e o Brasil transbordante de ideias de Tom Zé, vai ser mais hora e meia de música de olhos abertos no Castelo de Sines.
Tom Zé
Diz a lenda que no final dos anos oitenta, quando o Brasil parecia tê-lo esquecido em definitivo, Tom Zé quis voltar à terra para trabalhar na bomba de gasolina do sobrinho. Provavelmente, se tivesse cedido ao desalento, não deixaria ainda assim de fazer música. Se não houvesse dinheiro para os instrumentos, fabricá-los-ia (fabricou-os, mesmo quando havia). E se não houvesse ninguém para o ouvir cantaria na mesma, porque este é um músico com algo para dizer.
Nascido na Bahia, a primeira expressão musical a interessá-lo é o folclore, mas ainda jovem estuda música erudita. É um Tom Zé já capaz de combinar música tradicional, pop e música contemporânea que, com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e outros, participa no álbum-manifesto do tropicalismo, *Tropicália ou Panis et Circensis* (1968).
Mas Tom Zé não segue os companheiros no sucesso popular. Ao longo dos anos 70 faz os melhores discos da carreira, mas o mercado ignora-o. É considerado demasiado irónico, politizado, experimental.
Depois do deserto, em 1989, a sua carreira renasce: David Byrne compra um disco seu por acaso e contrata-o como primeiro artista da Luaka Bop. Os anos 1990 trazem-lhe a consagração absoluta. A Rolling Stone considera o seu *best of* um dos 10 melhores discos da década, os mais prestigiados festivais do mundo convidam-no, o Brasil redescobre-o.
Hoje, com 67 anos, não lhe chega ficar na história como exemplo de convicção estética. Está em plena forma criativa e com um acinte mais afiado que nunca. Em 2003, lançou *Jornalismo Falado*, um livro sobre o tropicalismo e um DVD do disco *Jogos de Armar*. E agora, seis anos depois de uma pequena actuação na Expo’ 98, o FMM tem a honra de voltar a trazê-lo a Portugal.
Textos: CMS e FMM
Ronda dos Quatro Caminhos abrem FMM
Ronda dos Quatro Caminhos em palco
4500 Espectadores receberam ontem à noite, de forma efusiva, a música alentejana da Ronda dos Quatro Caminhos, no início de mais uma edição do Festival Músicas do Mundo. O público cantou e dançou os sucessos de muitos anos do grupo e da música tradicional alentejana que marcou gerações.
Em palco cerca de 100 músicos entre os da Ronda, da Sinfonietta de Lisboa e os grupos corais de Moura, Campo Maior, Évora, Serpa, Baleizão e Aldeia de S. Bento trouxeram a palco os sons da planície alentejana, na apresentação em Sines do trabalho de 2003 *Terras de Abrigo*, que assiná-la o 20º aniversário do grupo.
Um projecto considerado pela critica como arrojado e ambicioso.
Em declarações ao Alentejo Magazine, Carlos Barata da Ronda dos Quatro Caminhos, sublinhou o empenho de todos os que estão envolvidos no projecto, assim como a complexidade do mesmo e de o trazer a palco.
Em relação ao festival de Sines o músico sublinha que esta organização é uma das grandes responsáveis por haver em Portugal um público minoritário que começa a estar fortemente ligado ás músicas do mundo. Um género de música, que segundo o mesmo tem vindo a evoluir e a encontrar o seu caminho.
Um caminho que o próprio grupo também tem trilhado ao longo de 20 anos de carreira, que teve obrigatoriamente de ir mudando para continuar a estar vivo.
Quanto a novos trabalhos Carlos Barata apesar de não querer adiantar muito sobre o próximo projecto vai dizendo que o mesmo já está a ser pensado e que começará a ser colocado em prática a partir de Outubro.
Depois do grupo português, os polacos Warsaw Village Band subiram ao palco com um concerto das músicas da Polónia. O grupo foi aliás no ano de 2004 o vencedor do prémio revelação das músicas do mundo atribuído pela BBC Rádio 3. Música tradicional renovada retirada do interior do seu país.

A música dos polacos Warsaw Village Band
RuralBeja em Outubro em Beja
A III edição da Ruralbeja – Feira de Santa Maria – este ano com data marcada de 7 a 10 de Outubro, já está em marcha. As inscrições estão a decorrer e mais de duas centenas de entidades já manifestaram o seu interesse em participar. A Feira procura estabelecer a ponte entre a histórica feira de Santa Maria e um moderno certame que contribua, através da mostra, venda e discussão, através de colóquios e debates técnicos, para traduzir a ruralidade dos nossos dias e promover os produtos da terra.
Fruto da experiência dos dois anos anteriores, a Ruralbeja apresenta algumas novidades, uma das quais é a criação de uma quinta pedagógica com exposição de animais e actividades diversas de modo a constituir uma reposição de vivências do mundo rural. Com um cariz mais popular a feira inclui ainda algumas componentes de feira tradicional.
Ao mostrar o que de melhor a região tem e produz, a feira abrange as componentes agrícola, rural, artesanato, produtos agro-alimentares de qualidade, gastronomia, turismo, comércio e, como não podia deixar de ser, muita animação: CaniBeja, exposição de aves, concursos e festivais equestres, cante alentejano e espectáculos musicais com artistas que marcam a actualidade.
Ao decorrer no Parque de Feiras e Exposições de Beja, a feira é organizada pela Associação de Criadores de Ovinos do Sul (ACOS) e a sua promoção resulta da parceria com a Câmara Municipal de Beja, Núcleo Empresarial da Região de Beja (NERBE-AEBAL) e Região de Turismo Planície Dourada.
ACOS
quinta-feira, julho 29, 2004
As músicas do mundo invadiram Sines
Ponto de encontro de culturas e sonoridades, o Festival Musicas do Mundo abriu esta tarde as portas do castelo de Sines para a 6ª edição do evento, com mais 3 dias e 3 noites da mais pura magia em torno da world music, numa troca de sonoridades dos mais longínquos recantos do planeta.
Manuel Coelho, presidente da Câmara Municipal de Sines, entidade que há 6 anos organiza o festival, coloca mais uma vez as expectativas bem altas. O autarca espera ver o castelo de Sines cheio nos três dias, como aconteceu no ano transacto.
Para o edil este *é o ano da consolidação da consagração do festival e o atingir da maturidade*. Um festival que nas suas palavras *tem progredido muito em termos de organização e de adesão de visitantes, muitos deles que visitam a região nesta altura para ver os concertos*.
Este ano o âmbito do festival é alargado até á Praia Vasco do Gama uma forma de tornar a festa do castelo na festa da cidade, para que a juventude, em particular, se sinta bem nesta cidade e para que prossigam a noite de animação, pois neste segundo palco decorrem concertos paralelos, logo depois dos concertos do festival. Esta noite no palco da Praia Vasco da Gama actuam Di Grine Kuzine da Alemanha a partir da 1 e meia da manhã.
O autarca refere ainda que *foi objectivo envolver toda a cidade neste festival* e nesse sentido a organização apelou aos comerciantes para manterem os seus estabelecimentos abertos até mais tarde. É que segundo defende, este festival deverá ter uma vertente também de dinamização económica e da vida social do município.
Para fazer face ás possíveis enchentes, como aconteceu no ano passado, a organização tem instalado no exterior do castelo ecrãs gigantes assim como na avenida da Praia Vasco da Gama, onde as pessoas poderão acompanhar aquilo que se passa no interior das muralhas do castelo.
Nisa recebe feira de artesanato e gastronomia
Nisa recebe de 30 de Julho a 3 de Agosto a Feira Regional de Artesanato, Gastronomia e Actividades Económicas – Nisa 2004.
Incentivar o desenvolvimento concelhio através da promoção de actividades e produtos tradicionais é o objectivo da autarquia de Nisa ao realizar este certame desde há 16 anos.
Tendo como ponto principal o artesanato, o certame recebe um grande número de artesãos em diversas expressões, como são os casos da olaria pedrada, bordados, aplicações em feltro, alinhavados, rendas de bilros, trabalhos em madeira e cortiça. Para além do artesanato representativo da região Alentejo, outras regiões estarão também representados nesta área.
Participam no certame mais de uma centena de expositores desde artesãos, autarquias e regiões de turismo.
A gastronomia marca também presença nesta feira com, a colocação à disposição dos visitantes de 20 tasquinhas onde serão servidas as iguarias daquela região.
Pela primeira vez a Feira desloca-se da praça central da vila e ocupará um amplo espaço na Zona de Actividades Económicas de Nisa, em duas grandes áreas distintas: a área de exposição e venda de artesanato e a área de animação musical e gastronomia.
Quando ao programa de animação este vai desde a música popular e tradicional, folclore, fado e rock.Os cabeças de cartaz da feira são este ano Luís Represas, João Pedro Pais, Sérgio Godinho e Martinho da Vila
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FMM apresenta iniciativas paralelas
FMM
O Festival Músicas do Mundo apresenta mais uma vez um programa de iniciativas paralelas que é repartido pela Capela da Misericórdia e por um segundo palco junto à Praia Vasco da Gama.
No palco junto à praia, realiza-se a iniciativa “FMM After-Hours”, com concertos pela noite dentro e animação. Os três concertos serão da responsabilidade da banda alemã Di Grine Kuzine (dia 29 de Julho) e das bandas portuguesas Nike Ensemble (dia 30 de Julho) e Refilon (dia 31 de Julho). Os espectáculos iniciam-se após concertos do Castelo. Entre as 19h00 e as 21h00 e depois destes espectáculos, o palco é animado por DJ’s. De referir que todas as iniciativas paralelas ao festival são de entrada gratuita.
Di Grine Kuzine da Alemanha
Vêm de Berlim, mas a sua música é do coração selvagem da Europa. Com um som inimitável, a banda combina canções populares e tradicionais do leste europeu com elementos modernos e urbanos, pop, ska, texmex, latin-grooves e canções standard internacionais. Os arranjos são cheios de energia e extremamente dançáveis e a voz de Alexandra Dimitroff é quente e intensa.
Nike Ensemble de Portugal
Um grupo desconcertante. A música, que tanto parece remeter para Àfrica, Balcãs, Jamaica, como para nenhum desses lugares, é quase inclassificável, a não ser na qualidade e no carácter festivo. As letras, cantadas numa língua inventada, são plenas de humor. E os músicos, polivalentes, são do género “rigor no caos”. Irreverência, para desfrutar a seguir ao mais irreverente músico do festival: Tom Zé.
Refilon de Portugal
O projecto Refilon, nascido em 2001 por iniciativa dos músicos Djoy Abu-Raya e Paulino, ex-elemento dos Ferro Gaita, tem uma linguagem que assenta na cultura e nos ritmos caboverdianos em fusão com outras sonoridades afro, o jazz e os blues. Com um repertório original e completamente acústico, será um concerto para continuar, de forma mais serena, a África que Femi Kuti deixou a escaldar.
quarta-feira, julho 28, 2004
Município de Odemira distribui 10 mil cinzeiros
Dez mil cinzeiros de papel estão a ser distribuídos, gratuitamente, pelo Município de Odemira nas principais praias do concelho, numa campanha de sensibilização junto dos veraneantes para a não poluição dos areais e preservação do meio ambiente, num investimento de 3800 euros.
Os cinzeiros de papel são disponibilizados juntos dos postos dos nadadores-salvadores e nos Postos de Turismo de Vila Nova de Milfontes e Zambujeira do Mar. De utilização bastante fácil, estes cinzeiros de praia são feitos num material não inflamável e podem ser reutilizados.
Fumar na praia é um hábito praticado por muitos, sendo que muitos nem sempre se lembram de deitar as pontas dos cigarros no lixo. Para evitar situações de “descuidos ou esquecimentos” e salvaguardar a limpeza das praias, o Município resolveu assim arrancar com esta campanha que permitirá a preservação do meio ambiente e a melhor qualidade dos areais daquele município. Resta pensar que uma ponta de cigarro leva aproximadamente dez anos a decompor-se naturalmente.
Escutismo junta 850 em Évora
De 2 a 8 de Agosto a região de Évora recebe 850 pessoas para o XV ACAREG, Acampamento Regional, da região de Évora, sob o tema “Gestos, uma atitude na construção da Família Escutista” que contará com a participação de 17 agrupamentos da região. O encontro escutista contará ainda com a presença de elementos de Espanha, Angola e Timor que se associaram ao evento.
Um acampamento que é um intercâmbio *tão importante* ao crescimento de todos, em experiências, contactos e por alargar o horizonte local a outras realidades.
O ACAREG pretende ainda dar continuidade ao Rover Way, actividade do Comité Europeu no qual participará um grupo de Valência; dará continuidade também aos contactos estabelecidos nas Cimeiras Ibéricas de Badajoz e será a conclusão de um Curso de Iniciação Pedagógica para dirigentes. Sendo a Junta Regional do CNE elementos integrante da Equipa Distrital das comemorações do 1º aniversário do Ano Internacional da Família, esta actividade está inserida no Plano Distrital das comemorações.
Com este projecto a organização pretende *proporcionar a todos os participantes uma oportunidade de demonstrar e vivênciar a vida dos jovens em grupo e o valor do Escutismo como movimento de educação não formal, na fidelidade ao ideal preconizado por Baden Powell (fundador do Escutismo), conjugado com o espírito e mensagem das duas temáticas *Família que dizes de ti?* e *Jovens de Gestos*.
Festival Músicas do Mundo inaugura amanhã
É inaugurada amanhã a edição de 2004 do Festival Músicas do Mundo em Sines. Mais uma vez o Castelo daquela localidade enche-se de sonoridades vindas dos quatro cantos do mundo.
Para além do programa a que o Alentejo Magazine dará destaque nos próximos dias a novidade este ano, para além do reforço das actividades paralelas ao festival é um segundo palco na Praia Vasco da Gama.
Para o primeiro dia, a organização escolheu para a abertura do festival um grupo português, Ronda dos Quatro Caminhos, o cante alentejano com orquestra e ainda os polacos Warsaw Village Band.
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Ronda dos Quatro Caminhos
*Na sua sexta edição, o FMM presta homenagem à música alentejana com o espectáculo que ela merece. Juntando no mesmo palco seis grupos corais (Moura, Campo Maior, Évora, Serpa, Baleizão e Aldeia Nova de São Bento), uma orquestra de 30 elementos (Sinfonietta de Lisboa) e os músicos da Ronda dos Quatro Caminhos, *Terra de Abrigo* é já um marco na música nacional.
O concerto a que iremos assistir em Sines baseia-se no disco do mesmo nome, lançado em 2003, assinalando o 20.º aniversário da Ronda dos Quatro Caminhos. O trabalho foi difícil, mas o resultado compensou: boas vendas, aclamação da crítica e um espectáculo que lotou os dois únicos espaços em que se apresentou até agora em Portugal, o Centro Cultural de Belém e a Festa do Avante.
À partida, a ideia de *tocar no cante* não deixava de colocar questões. O cante nu continuaria a soar genuíno vestido das cordas de uma orquestra? Os cantadores formados nos campos entender-se-iam com os músicos de treino clássico? Caberia a alma alentejana numa sala de concertos?
A resposta foi afirmativa. A orquestra acrescentou diversidade tímbrica e harmónica ao cante, mas deixou intactas as suas melodias e cambiantes polifónicas.
A impressão que dá em *Terra de Abrigo* é que o cante voa. Voa sobre a planície e conhece, com orgulho, a sua própria grandeza. Voa para mais longe, Lisboa, Andaluzia, Marrocos - as paragens representadas em quatro convidados do disco: Kátia Guerreiro, Esperanza Fernandez, Antonio Rodríguez, Amina Alaoui -, e redescobre-se parte de uma velha nação, o Al-Andalus.
É este cante mais consciente de si próprio, mais aberto a travar conhecimentos, mas com o mesmo carácter de sempre, que dia 29 abre em grande o Festival Músicas do Mundo 2004.
Warsaw Village Band
Revelação do circuito das músicas do mundo em 2004, a Warsaw Village Band mostra como soa hoje a música de sempre do coração da Polónia.
A techno não é nova. Nem o punk. Nem o hardcore. Existiram sempre, na maioria dos países, nas mais recônditas aldeias. Foi este o ponto de partida de grupos como os suecos Hedningarna, que arrastaram uma multidão de fãs a Sines em 2002. É este o ponto de partida da Warsaw Village Band, prémio revelação das músicas do mundo em 2004, atribuído pela BBC Radio 3, e o novo grupo de culto da folk europeia.
Em 1997, incapazes de se identificar com a versão bem comportada do folclore polaco então existente, três rapazes e três raparigas de Varsóvia meteram-se a caminho da Mazóvia, o coração do país, à procura da verdadeira música das suas aldeias. Uma vez lá, sentaram-se e ouviram os velhos. E o que ouviram salvaram e renovaram: canções de casamento, canções de protesto, baladas de amor.
A força da nova-velha música polaca da Warsaw Village Band baseia-se em três elementos: os instrumentos de cordas (em especial a *suka*, uma espécie de violino criado no século XVI e percutido com as unhas), capazes de serem eles próprios e transfigurarem-se em muitos outros; os tambores incansáveis, em chamamento permanente à dança; e uma forma peculiar de uso da voz, o “canto branco”, adaptado do grito que os pastores usavam para se chamar a longas distâncias.
A essa música - que o público mundial conhece sobretudo do disco *People’s Spring* (2002) - uns chamam “bio-techno”, acentuando o facto de só com meios acústicos provocar o efeito hipnótico da dança da música electrónica, e outros *hardcore folk*, acentuando o carácter abrasivo dos timbres e a força monumental das percussões.
Seja como for, é grande música, e 29 de Julho vai voltar a ser dia de modernos primitivos no Castelo de Sines.
Texto: CMS e FMM
segunda-feira, julho 26, 2004
Crónica de Bruno Gonçalves Pereira
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Bruno Gonçalves Pereira é alentejano natural de Santiago do Cacém. Tem exercido a coordenação musical de diversas estações de rádio nacionais, escreve esporadicamente e é locutor de rádio, no programa Atlântico e na Rádio Comercial. Todo o santo fim-de-semana está de regresso à terra, mesmo vivendo em Lisboa.
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A Savana
Tivemos o privilégio de conhecer em facetas várias o Alentejo. Desde o candeeiro a petróleo até aos primeiros sítios na Internet. Ainda hoje o vamos conhecendo e mais seria, se para tal houvesse ocasião.
Esse Alentejo das noites de luar no cair do Outono, do verde e dourado, dos odores fortes e sabores intensos que vai resistindo, não politicamente, mas na sua tradição e arte.
Gostamos do novo Alentejo que já não se lamenta incessantemente só porque sim e parte para a verdadeira luta, que é a de se mostrar, saber fazer e ser – imagine-se – elemento de saudável inveja por via de tanta calma. Ter espírito e, até, capacidade empreendedora.
Vemos algumas ridículas tricas políticas, com uso do Alentejo como pretexto, tentativas de obtenção de louvores de imagem, quem sabe posições, também referências na vaga imprensa regional. Pseudo - protagonismos. Por estarmos num local de menor dimensão, não quer pois tal dizer que a comum das pessoas não tenha noção do que a rodeia, algo se calhar a ter em conta. Um exemplo concreto? Em Santiago, quem está não é brilhante, quem virá é avesso à cultura e quem poderia vir não tem, para já, hipóteses, sendo que seria igualmente um passo no desconhecido. De todo o resto de Alentejo deste mundo estranho falarão outros que melhor o conheçam.
Sobre os últimos dias da grande Santiago, algumas coisas a dizer. Registo com agrado as iniciativas derradeiras, tais como a passagem de modelos ou o concerto de Cristina Pato. No entanto, mais uma vez não se sabe fazer no máximo que se poderia ter obtido. Na passagem de modelos usou-se, em parte, um espaço que não é público – o edifício São Tiago – e tão pouco se teve a boa educação de enviar um convite para cada uma das casas que o compõem, uma operação que duraria dois minutos, deixando o referido nas caixas de correio. As Relações Públicas em Santiago do Cacém continuam, quanto à sua evolução, perdidas na escuridão estagnada dos tempos... Teria sido simpático, uma palavra que fosse, quando as famílias moradoras tiveram de suportar durante dois dias o barulho durante toda a noite em montagem e desmontagem de estruturas – não se observando o cumprimento da legislação que não permite a emissão de ruído em tais horários – e o cheiro a combustível queimado emanado de um gerador de energia instalado na rua da PT. A iniciativa, à parte desta carência de respeito atrás referida, foi portadora de grande mérito.
Aplaudo a ideia de trazer Cristina Pato a Santiago, houve quem não tivesse achado boa opção, não é o meu caso. Muito melhor é conhecer novos valores, grandes músicos, do que ouvir pela enésima vez os tradicionais Veloso, Godinho, Vitorino, Xutos, GNR e outros que bons, mas sempre os mesmos. Tiro neste caso o chapéu à Câmara. Agora deixo a sugestão de fazer primeiras partes com bandas pop/rock da região.
Generalizo de novo, o mundo real vai ditando meia dúzia de pontos de maior desenvolvimento no Alentejo, os tradicionais... Portalegre, Beja, Évora e o triângulo, não das Bermudas, mas da costa alentejana, Santiago do Cacém – Sines - Santo André. E o resto? Não será uma alimentação correcta para a fornada do progresso devidamente planeado estruturalmente?
Ali, como aqui, actividades económicas, bem como a postura do comum dos Alentejos e dos alentejanos deve passar pela especialização. O tempo de ficar a ver passar o movimento, arrumado ao muro dos correios já era para ter passado à história...
Impossível deixar de resistir a apelar ao bom senso para o ultrapassar de alguma pequenês de pensamento, não de longe em longe recebemos relatos de reduzidos conflitos bélicos de interesses, de quintais de vizinhos com galinhas supostamente mais fortes, de colocação de rótulos depreciativos aleatoriamente distribuídos segundo uma qualquer presente conveniência.
Falámos de especialização, convém abrir uma excepção a esta teoria, parece que há especialistas a mais na área de mal – dizer. Não queremos ser mais um.
Devemos dizer, sendo opinião nossa, que a grande diferença entre uma visão ou postura profissional de uma amadora ou com demasiados picos de prestação, é a de ter, ou não, persistência e constância na procura e obtenção do sucesso. Não podemos querer fazer umas vezes as coisas como os grandes e depois sermos meia bola e força noutras ocasiões, ou com outras coisas. A verdadeira inteligência prática deve passar não pelo saber tudo, mas antes por saber onde procurar tudo. Não por ser bom em tudo, mas por se saber rodear de quem o seja, sem preconceitos ou orgulhos bacocos.
Gostamos de ver as grandes iniciativas, e entre elas estão uma rádio chegar perto das populações, saindo dos estúdios. Estão no formar das pessoas, não dando algo que tem valor de graça, mas antes cobrando pouco para que seja mais apreciado, não estando, pela facilidade de acesso, a um passo do desprezo. Ajuda também a elevação dos critérios e naturalmente os entendidos de todas as áreas de saber não terão pudor em colaborar, acabem-se os temores reverenciais de uma vez por todas, a inacessibilidade só está, muitas vezes, na nossa mente. Em vez de uma travessia de um deserto imaginado, antes a presença de uma savana com pontos de sombra fresca para troca de ideias.
Bruno Gonçalves Pereira
brunogpereira@iol.pt
domingo, julho 25, 2004
Palavras Soltas- Espaço literário de Tiago Ribeiro
A Arte de pintar o Mundo
Senhor/a leitor/a deixe-me começar, por lhe colocar uma questões, sabe: quem foi Strauss? E Degas? Sabe quem é Cervantes? E Júlio César? Com estas perguntas, a minha intenção era a de tentar fazer-lhe, se possível, reflectir amigo leitor, sobre o que sabe sobre estas pessoas que marcaram a nossa cultura e se possível, estimular a sua curiosidade… Senhor/a leitor tomei esta iniciativa depois de pensar um pouco, e me aperceber que a geração X, segundo lhe chamam, à qual pertenço, parece sofrer de um mal que está a levar a cultura para um possível obscurantismo, na pior das hipóteses, essa maleita consiste na absoluta negação da vontade de Saber e Conhecer, que é como todos sabemos, trocada pelo simples entretenimento, que causa uma justa *anestesia mental*, quero apenas dizer que, a curiosidade e as interrogações que nos fazem *avançar* cada vez mais, estão a desaparecer, chegando muitas vezes a ouvir-se * já não querem saber de nada* e de quem é a possível, *culpa*? Talvez, da massificação, ou talvez, até seja de cada um…
Mas para saber quem foi *Caravaggio* (escrito por Gilles Lamberert) tem apenas de se deslocar a uma biblioteca ou livraria, e levar consigo um pouco de curiosidade e garanto-lhe que não se arrependerá, só para lhe abrir o apetite, espero, Caravaggio (nome próprio Michaelangelo Merisi) viveu de 1571 a 1610 e foi, um dos maiores pintores do Barroco, que influenciou muitos depois dele e que teve como principal preocupação na sua arte os contrastes da luz e sombra, assim como o ênfase dado ao dramatismo da cena e há provas de que pintava directamente na tela, sem nunca fazer esboços do que ia fazer, além de usar como modelos dos seus quadros pessoas das ruas, pelas quais ele já tinha passado antes da sorte lhe sorrir… se desejar saber mais sobre este génio rebelde, terá apenas de ler o livro, peço desculpa pelo incómodo, mas agradeço.
Acho importante que todos tenhamos consciência que a Cultura é algo necessário para conhecer-mos a nossa raiz histórica, quer como pessoas quer como comunidade, por isso é importante lutar contra as teias da Ignorância que assombram a nossa sociedade. Finalizando, gostava apenas de deixar um pensamento que foi dito pelo historiador Glugiermo Ferrero: *A cultura ajuda um povo a lutar com as palavras, em vez de o fazer com as armas*.
Boas Leituras
sábado, julho 24, 2004
Lojas de Santiago do Cacém mostraram moda

Foto Bruno Pereira Dezoito lojas de Santiago do Cacém da área do vestuário mostraram ontem à noite as suas colecções para esta estação. 40 Crianças e 10 manequins profissionais mostraram a uma plateia de cerca de 2000 pessoas as propostas disponíveis nas lojas de Santiago do Cacém. Do mais desportivo e informal até ao mais sofisticado as propostas desfilaram na passerelle, instalada junto ao mercado municipal, acompanhadas ainda dos acessórios vários, óculos e sapatos. Uma mostra que para além da componente comercial do desfile foi animada com performances com a temática dos elementos, terra, água, ar e fogo. Em declarações ao Alentejo Magazine, Lido Palma, director artístico da Karactermodels, empresa organizadora do evento, refere que aquilo que foi pensado em termos artísticos foi um espectáculo *que não fosse só um desfile comercial de moda mas sim um evento de carácter recreativo e lúdico e que tivesse um estilo performativo*. O director artístico sublinha que hoje em dia *as pessoas não procuram só ver roupa num desfile de moda, procuram algo que as desperte e as faça sonhar e que as leve numa viagem ao longo de uma hora, para que fique na memória das suas vidas aquele momento*. Uma iniciativa que se insere no projecto Urbecom que visa a revitalização do comércio tradicional e levar mais gente a este tipo de comércio. Para José Sousa Martins, presidente da Delegação de Santiago do Cacém e Sines da Associação de Comércio, foi intenção com este evento de moda dinamizar uma cidade e o comércio local e fazer com que o comércio *dê mostras de que não está morto nem tão pouco doente e, ao mesmo tempo, mostrar ás pessoas da terra, que em Santiago do Cacém existe oferta e tudo aquilo que as pessoas vão procurar fora também encontram com qualidade e bons preços em Santiago*. A iniciativa foi promovida pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém e pela delegação de Santiago do Cacém e Sines da Associação de Comerciantes contou com a apresentação de Alexandra Fernandes.
sexta-feira, julho 23, 2004
Portel em Festa
Texto e Foto: Lena Correia, em Portel
Com o objectivo de sensibilizar para a preservação e valorização do património sociocultural da localidade, Portel vai mais um ano acolher várias iniciativas no âmbito das já tradicionais festas de Agosto, altura em que se realiza também a Feira Franca.
Na continuação dos trabalhos levados a cabo em anos anteriores, Portel acolhe mais uma edição (a VII) do Festival Internacional de Folclore. Este festival tem contado, nas suas anteriores edições, com a presença de vários grupos do Leste da Europa, Espanha e Itália bem como grupos de folclore portugueses. Este ano o Festival decorrerá entre os dias 11 e 15 de Agosto no Parque Dr.França.
Durante este festival será também possível ouvir vários grupos de cante alentejano marcando assim presença uma das actividades culturais mais característica desta zona.
Portel contará ainda entre os dias 17 e 22 de Agosto com mais uma edição da PortelAves, considerada a maior mostra de aves do país. Esta iniciativa dá aos visitantes a oportunidade de conhecer, entre outras, as espécies de aves que "habitam" o ecossistema envolvente à vila. Esta iniciativa estará patente na Cerca de S.Paulo e nos Claustros do Mosteiro de S.Paulo.
Onda de calor, temperaturas sobem este fim de semana
O Instituto de Meteorologia prevê para este fim-de-semana um aumento significativo das temperaturas no território nacional.
O Instituto sublinha que as temperaturas poderão subir acima dos 40º C no Alentejo.
Os distritos onde as temperaturas poderão alcançar estes valores são Beja com 41ºC, Évora 40ºC e Portalegre poderá chegar aos 39ºC.
O Instituto de Meteorologia aconselha por isso as pessoas a seguir as recomendações dos Bombeiros e Protecção Civil e dos Serviços de Saúde.
Entretanto esta tarde o Serviço de Saúde Pública de Santiago do Cacém, para fazer face a esta onda de calor, recomendou o aumento da ingestão de líquidos, fundamentalmente à base de àgua e sumos de fruta natural, bebendo mesmo sem ter sede, evitara bebidas alcoólicas, gaseificadas, com cafeína ou ricas em açúcar.
Manter as casas ventiladas, o uso de roupa solta de preferência de algodão, duches de água fria ou tépida e evitar a exposição directa ao sol são outras das recomendações deste serviço.
Em caso de necessidade pode contactar a Linha de Saúde Pública através do número 808211311.
quinta-feira, julho 22, 2004
Minas de S. Domingos são tema da I Bienal de Fotografia de Mértola
Desenvolver a criatividade e o sentido estético, a capacidade de observação do meio e sensibilizar para a preservação e valorização do património cultural histórico e social da região. É com este intento que a Câmara Municipal de Mértola realiza a I Bienal de Fotografia de Mértola, durante o mês de Julho.
As fotografias a concurso, terão obrigatoriamente de ter como tema o complexo industrial da Mina de S. Domingos, podem ser enviadas até ao final do mês de Julho, num máximo de três fotos por categoria. As categorias, em que os fotógrafos amadores ou profissionais poderão apresentar os seus trabalhos são cores e preto e branco.
Os prémios serão entregues na cerimónia de inauguração da exposição, cabendo ao vencedor um prémio monetário de 750 euros, o segundo 500 euros e o terceiro 250 euros.
Para mais informações e regulamente contacte a Divisão de Cultura, Desporto e Turismo da Câmara Municipal de Mértola para: Bienal de Fotografia António Maurício Vargas, Divisão de Cultura, Desporto e Turismo - Câmara Municipal de Mértola, Praça Luís de Camões, 4 - 750 – 329 MÉRTOLA
quarta-feira, julho 21, 2004
Cristina Pato nas festas do município de Santiago do Cacém
A galega Cristina Pato é a convidada da Câmara Municipal de Santiago do Cacém para a festa das comemorações do dia município de Santiago do Cacém.
Cristina Pato actua em Santiago do Cacém na noite de 24 de Julho pelas 22 horas no largo Zeca Afonso.
A gaiteira tem tido um percurso que sai fora dos parâmetros convencionais e rompe com a rigidez da música tradicional apoiada no seu grande virtuosismo.
Um som contemporâneo fundamentado em tradições galegas com a fusão de sons africanos, pop, sinfónico e funky.
Aos 18 anos, Cristina Pato converteu-se na primeira gaiteira espanhola a editar um disco “Tolemia”.
Entre 1999 e o ano 2000 realizou mais de 100 actuações dentro e fora do seu país.
O explorar das raízes culturais que unem a Galiza com Portugal e o resto do mundo reflecte-se no seu 2.º trabalho “Xilento”, que contou com a participação do guitarrista dos Madredeus, José Peixoto, os tambores de Rui Júnior e a voz de Marta Dias.
terça-feira, julho 20, 2004
400 ovelhas com brucelose em Ferreira do Alentejo
400 Ovelhas com brucelose vão ser abatidas em Ferreira do Alentejo por ordem da Direcção Regional de Agricultura do Alentejo. A notícia foi avançada no passado fim-de-semana pelo jornal Público que diz ainda que este surto afectou 607 animais, apesar de neste momento só existirem 434.
O jornal Publico escreve ainda que teriam aparecido vários animais mortos pela doença e abandonados junto às águas da albufeira de Odivelas, local frequentado por muita gente e com uma praia fluvial próxima.
Sobre esta questão Luís Abreu, Director Regional de Agricultura, não tinha, ontem ao final da tarde elementos que pudessem, confirmar que tenham sido abandonados animais junto à água. Ainda assim o director Regional de Agricultura do Alentejo afirma que a acontecer, este abandono pode ter poluído as águas da albufeira.
Em declarações à Rádio Pax, Luís Pita Ameixa, presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo, disse não ter conhecimento de nenhum tipo de contaminação na praia fluvial, onde periodicamente são efectuadas análises e publicados os resultados no local. Ainda assim o autarca garante que a praia será fechada aos banhos, se através destas análises não for garantida a qualidade da água.
Para já a situação parece não ter afectado a praia fluvial de Odivelas em Ferreira do Alentejo. Os mais de 400 animais vão ser abatidos logo que seja dada a ordem da Direcção Geral de Veterinária.
Fonte: Rádio Pax
segunda-feira, julho 19, 2004
Câmara de Odemira cria complexo para desporto
Foto CMO
O estádio municipal de Odemira vai estar pronto em final do próximo mês. Quem é o diz é o vereador na Câmara Municipal de Odemira, José Alberto Guerreiro. Uma obra que se insere na estratégia da autarquia de desenvolver naquela localidade o mais completo complexo desportivo do Baixo Alentejo.
Em fase terminal de execução, está o estádio municipal, actualmente a receber um piso sintético, e em inicio de construção de uma pista de atletismo, novos balneários e nova iluminação.
Segundo o autarca o estádio municipal *permitirá a prática de treino e competição em diversos níveis e é um complexo digno e de qualidade, com um investimento de 909 mil euros, cerca de 180 mil contos*.
Associada a esta obra está uma outra que saiu do papel recentemente, as piscinas municipais de Odemira, que se situam junto ao estádio de futebol.
Num investimento de 2 milhões e 400 mil euros este equipamento irá dispor de duas piscinas cobertas.
Numa área de implantação de 6.000 m2, distribui-se por três pisos. No Piso 1 funcionará o balcão de atendimento, cafetaria, secretaria, sala de direcção e de conferências. No piso 0 ficam instaladas as piscinas, balneários, gabinetes de trabalho, vestiários, ginásio, sala de imprensa.
No piso -1 ficam os serviços técnicos de apoio ao funcionamento deste complexo.
Para José Alberto Guerreiro, o estádio, piscinas, pavilhão gimnodesportivo em conjunto com as escolas secundária, profissional e preparatória, *traduz-se num complexo de grande dimensão e uma grande aposta, que verá então as piscinas concluídas no verão de 2005*.
domingo, julho 18, 2004
Palavras Soltas- Espaço literário de Tiago Ribeiro
A Imortalidade do Mito
Os mitos desde sempre estiveram presentes na já longa, existência da Humanidade, na Grécia por exemplo, tiveram como principais personagens os Deuses, e as suas relações com o Homem sempre serviram para reflectir sobre a existência e o lugar dos Deuses e as suas influências sobre o ser Humano, que iam dos aspectos sexuais aos rituais, de adoração destes.
No entanto, dos vários mitos *criados* pela Humanidade existem alguns que depois de criados ou antes recriados, pois, alguns mitos actuais, como os ovnis, lobisomens e vampiros não passam de *reconstruções* /*readaptações* de histórias antigas que se fundiram no que hoje conhecemos. E é neste universo sóbrio, mas não menos fascinante, que se situa o livro que hoje vos trago, escrito por Whitley Streiber que dentro do subgénero terror, alcançou o estatuto de culto, com livros como *The Last Vampire*.
Whitley Streiber, além de ser, em minha opinião, um *nobre* descendente da literatura gótica, que alcançou a seu grandeza no século XIX, com nomes como Lovecraft, Edgar Allan Poe e Mary Shelly.
Streiber, além de não ficar nada atrás destes, consegue juntar na narrativa algo que julgava incapaz de caber neste tipo de literatura, que é a de juntar história universal, psicologia, antropologia e descrições credíveis do passado harmoniosamente exposto, numa escrita acessível.
*The Last Vampire* faz parte de uma trilogia de livros que teve o seu início com *The Hunger* e tem como capítulo final *Lilith Dream*, estes livros apresentam-nos Mirian uma vampira de origem egípcia que ao longo dos séculos se apaixona pelos Humanos e pela fragilidade existencial destes, ao longo do tempo… curioso/a? Óptimo, caso queira saber mais sobre este “universo”, basta procurar numa biblioteca ou livraria perto de si e como já se dizia nesses grandes clássicos de filmes para a família, como *Sexta-feira 13*, ou *Pesadelo em Elm Street*, *não tenha medo, não tenha nenhum medo*.
Boas Leituras
Mais Palavras Soltas com Tiago Ribeiro, no programa Atlântico da Antena Miróbriga, todos os Sábados a partir das 6 da tarde e todos os Domingos no Alentejo Magazine.
sábado, julho 17, 2004
FACECO 2004 até amanhã em S. Teotónio
Decorre até amanhã a Feira das Actividades Económicas do Concelho de Odemira, FACECO 2004, na localidade de S. Teotónio, no concelho de Odemira.
Nos dois primeiros dias de certame a feira registou uma afluência de público que prefez os 11 mil visitantes.
Artesanato, gastronomia, pecuária, negócio, actividades ludicas e animação são alguns dos pontos fortes desta FACECO 2004 que juntou este ano mais de duas centenas de expositores
A tématica deste ano é a floricultura, um sector que, defende António Camilo, presidente da Câmara Municipal de Odemira, *nos ultimos dez anos tomou um incremento enorme, temos algumas empresas que exportam umas dezenas de milhar de euros ano e que são um potencial de trabalho neste municipio e por isso pensámos em dar voz a este sector.
O autarca refere ainda que somando flores e produtos horticulas, *já se produzem aqui cerca de 50 milhões de euros ano, aqui a floricultura começa a ter um papel muito importante, muito destes produtos, cerca de 80% são para exportação e proporciona no pico alto de Agosto cerca de 1300 empregos.
Mas a temática do artesanato tem aqui também um papel de destaque. 35 artesãos ligados a diversos tipos de oficios mostram na FACECO 2004 a sua arte. Uma forma de dar a conhecer os trabalho destes homens e mulheres, na sua grande parte com idade avançada.
O artesanato na FACECO é para Maria Cristina Costa, presidente da Associação de Artesãos do Concelho de Odemira, uma forma de divulgação e desenvolvimento do artesanato no município, assim como a escoamento dos mesmo, mas também uma forma de incentivar outras pesoas a aprenderem estes ofícios, em risco de se perderem.
Neste certame as crianças também não são esquecidas. Assim foram criadas um conjunto de actividades para os mais pequenos desde divertimentos, palhaçoes e espectáculos.
Este investimento nas actividades para as crianças é uma forma dos mais pequenos trazerem os pais á feira e de criar locais onde esses pais possam deixar os seus filhos enquanto vistam o certame.
No que diz respeito à animação, esta noite actuam o Grupo *Canto da Terra, o grupo espanhol Más Madera- Teatro de L´ULL e Toy.
Amanhã destaque para o espectáculo com Maria da Luz, o Grupo ACQUARAGIA DROM de Itália e Canta Bahia.
Pólo de Educação Ambiental de Odemira aberto em Outubro
O Pólo de Educação Ambiental (PEA) – Sítio da Costa Sudoeste, em Odemira, vai ser inaugurado a 1 de Outubro. Um investimento de 1 milhão e 7 mil euros, cerca de 200 mil contos co-financiados em 75 % por fundos comunitários para área do ambiente neste concelho.
Um complexo pensado para qualificar espaços ambientais mas onde não foram esquecidas as componentes pedagógicas e turísticas.
O Pólo de Educação Ambiental é, segundo António Camilo, presidente da Câmara Municipal de Odemira, um projecto, mais do que municipal, regional e que pretende também alguma visibilidade nacional.
O projecto inclui a Ecoteca de Odemira, O Percurso Ribeirinho, Cerro dos Moinhos, Horta Pedagógica e os Viveiros numa primeira fase e até ao final do ano o Arboreto e o Parque das Águas.
O PEA tem por objectivo informar e sensibilizar grupos de alunos e professores, técnicos especializados ou com interesse na área ambiental que se revejam no conhecimento e interpretação do património natural e ambiental desta região.
A entidade promotora prevê nos próximos 5 anos uma adesão de visitantes de 40.000 visitas anuais, um valor que a autarquia odemirense que ver aumentar nos anos seguintes.
Carlos Oliveira, vereador da cultura, desporto e turismo sublinha que este projecto * ele próprio motor de reutilização de materiais* e dá o exemplo da zona ribeirinha de Odemira que foi construída com 2000 postes dos telefones recuperados.
O autarca destaca ainda alguns dos elementos fortes deste projecto e e sublinha a importância da água neste pólo dando o exemplo da zona ribeirinha onde *temos uma lagoa de maré essa lagoa vai permitir explicar os efeitos das marés e a sua influencia nos ecossistemas marinhos*.
sexta-feira, julho 16, 2004
Bienal de Monsaraz inicia este fim de semana
A Bienal de Artes volta ás ruas de Monsaraz de 17 a 25 de Julho e tem como temática a paisagem. A iniciativa apresenta este ano um conjunto de actividades ligadas ás áreas da música, artes plásticas, teatro e cinema.
Tendo a paisagem como mote e devido às alterações paisagísticas verificadas com o projecto de Alqueva, a Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz convidou dezenas de artistas para criarem projectos nas áreas da música, do teatro, da pintura, da escultura, do vídeo, da fotografia, da “land art”, entre outras.
Em destaque estarão o jazz, música antiga, clássica, tradicional e fado que preenchem os nove dias da bienal. Destaque para Gustav Leonhardt no cravo; Flora Purim, Airto Moreira, Bernardo Sassetti, Carlos Barreto e Alexandre Frazão no Jazz; Mafalda Arnauth no fado; Pedro Jóia, Denis Stetsenko, Marco Pereira e Lúcio Studer numa singular interpretação de Carlos Paredes.
Nas artes, destaque para a “Land Art”, uma corrente pouco explorada em Portugal. O objectivo é submeter a paisagem a uma lógica de escrita visível e também legível, como são legíveis todos os campos e todas as colheitas, todas as estações e todas as histórias, todos os tempos e todos os fazeres dos homens com que a paisagem se tece no fio do horizonte.
Segundo a autarquia de Reguengos de Monsaraz , *Monsaraz Museu Aberto utiliza como principais recursos o património cultural local e a proximidade com a indústria turística. A bienal pretende intervir na formação de públicos e na valorização do património e da cultura local*.
quinta-feira, julho 15, 2004
quarta-feira, julho 14, 2004
Incêncio de Alqueva circunscrito

Os bombeiros que combatiam há dois dias o incêndio que deflagrou na região de Alqueva deram, finalmente, como circunscrito este fogo. O incêndio consumiu cerca de quatro mil hectares entre montado de sobro e azinho, pinhal, eucaliptal e mato, segundo informações do Presidente da Câmara Municipal de Portel em declarações à agência de notícias Lusa. Apesar destes dados os técnicos dos serviços florestais sublinham que ainda não foi calculada a área ardida devido aos reacendimentos que se têm registado. Em declarações à agência Lusa fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora, disse que o fogo foi *dominado* pelos bombeiros às 17h45 e finalmente considerado extinto pelas 20h12, depois de registados vários reacendimentos nas últimas 48 horas. Nos trabalhos de rescaldo e vigilância da área ardida encontram-se 165 bombeiros de 23 corporações, com 49 viaturas de apoio
terça-feira, julho 13, 2004
A Cortiça e as cores do montado em visita ao Alentejo

Envolver e despertar as populações alentejanas para a cortiça e chamar a atenção para a importância desta matéria-prima são os principais objectivos do Pavilhão Itinerante “A Cortiça e as Cores do Montado” que esteve aberto ao público até ao passado dia 11, em Ponte de Sôr, e que chega a Gavião de 15 a 18 de Julho, a Alter do Chão de 31 de Julho a 22 de Agosto e de 1 a 5 de Outubro em Portalegre. Durante vários dias, o pavilhão temático vai percorrer várias regiões do norte alentejano, integrado no programa das semanas da cortiça, chamando a atenção para a importância económica e social da cortiça nesta região e mostrando todos os produtos passíveis de ser elaborados com cortiça. O espaço apela aos sentidos de todos aqueles que vivem nas regiões onde a Semana da Cortiça tem lugar, mas também está aberto ao público em geral. Para além deste espaço sensorial, o pavilhão conta ainda com uma área educativa onde se faculta informação sobre a cortiça, o sobreiro e o sistema agro-silvo-pastoril típico da região alentejana. E para visualizar a beleza do montado e da cortiça, está disponível um filme com imagens recolhidas na região. Através dos sentidos pretende-se levar o visitante a sentir a cortiça e o montado de sobro contextualizado na região. As actividades da Semana da Cortiça estão inseridas nas festividades dos quatro concelhos que são parceiros do programa Corchiça: Ponte de Sôr, Alter do Chão, Gavião e Portalegre. Depois de Portugal, o pavilhão temático segue para Espanha. De referir ainda que para além de uma visita ao pavilhão da cortiça está ainda programado um desfile de roupas de cortiça de Cláudia Sousa, em Gavião e Alter do Chão.
segunda-feira, julho 12, 2004
Incêndio de Grândola volta a reacender, incêndios ainda em Alcácer do Sal e Alqueva
O incêndio que ontem à tarde deflagrou no concelho de Grândola, mais concretamente na zona de Pinheirinhos, a sul de Pinheiro da Cruz, e que havia sido controlado durante a passada noite, voltou de novo a lavrar naquela zona com grande intensidade.
Segundo o jornal Público on line e a Agência Lusa o combate às chamas está a ser efectuado por cerca de 70 homens, das corporações de Bombeiros Voluntários de Grândola, Cercal, Santo André, Sines, Cacilhas, Pinhal Novo e Sesimbra, apoiados por 24 viaturas. De acordo com os bombeiros, o incêndio, que ainda não está circunscrito, ameaça destruir uma vasta mancha verde na zona florestal entre Melides e Pinheiro da Cruz.
Um outro incêndio, segundo estes orgãos de informação, que deflagrou durante a tarde de hoje numa zona de montado no Monte da Boavista, concelho de Alcácer do Sal, também ainda não foi circunscrito. No terreno encontram-se 27 elementos das corporações de bombeiros de Alcácer, Torrão e Águas de Moura, apoiados por sete viaturas, estando a caminho reforços de Alcochete, Almada, Barreiro, Canha e Sesimbra.
No Alentejo, está ainda a deflagrar outro incêndio de grandes proporções próximo da Barragem de Alqueva. Este incêndio deflagrou cerca do meio dia e em três horas 600 hectares foram consumidos. Combatem este incêndio 115 bombeiros auxiliados por um helicóptero, um avião Canadair e 34 viaturas de 17 corporações de bombeiros.
domingo, julho 11, 2004
Incêndios em Grândola e Portalegre
Um fogo lavrou esta tarde num eucaliptal na freguesia de Melides, concelho de Grândola. O incêndio florestal deflagrou cerca da 16h35, segundo o Centro Distrital de Operações de Socorro de Setúbal em declarações à edição online do jornal Público.
Em declarações a este orgão de informação a mesma fonte referiu ainda que o incêndio *eclodiu na Herdade de Pinheirinhos e está a ser combatido por 46 elementos de seis corporações de bombeiros, apoiados por 14 viaturas*.
Já no distrito de Portalegre, deflagrou também um incêndio cerca das 16h55, no concelho de Elvas, que devastou uma área ainda não apurada de pasto e mato, encontrando-se já em fase de rescaldo, disse fonte dos bombeiro ao Público. O Centro Distrital de Operações de Socorro de Portalegre adiantou ainda que o fogo eclodiu no Monte de Almeida, junto à barragem do Caia e que estiveram envolvidos no combate a este incêndio 33 elementos de seis corporações, apoiados por oito viaturas.
ESPECIAL FACECO 2004
Palavras Soltas- Espaço literário de Tiago Ribeiro
A Poesia de ser Poeta
A poesia sempre pensou sobre si mesma, assim como, procurou/procura abordar a Vida e o Ser Humano como sua principal *matéria*, tendo sempre a preocupação de se dirigir numa certa direcção, seja ideológica, emocional, revolucionária ou nacionalista, entre outras intenções. Mas o poeta, por sua vez, na sua solidão e no *confronto* consigo mesmo e o Mundo buscou, era inevitável, procurar a essência das *Coisas*. Utilizando a mais subtil e sublime matéria, capaz de criar e mostrar poeticamente o que se pretende, a Palavra… que seríamos Nós sem Ela? E Ela, sem Nós.
Um dos grandes *escultores das palavras*, foi o já falecido Vinicius de Moraes, que nos deixou um conjunto de poemas, peças de teatro e textos de valor universal que nos mostram, com uma delicadeza quase transcendente, aquilo que só alguns conseguem dizer. No bem ilustrado livro *O Poeta não tem fim* que está na Biblioteca Manuel da Fonseca, podemos ler os melhores poemas, deste fascinante autor.
Vinicius de Moraes teve um percurso de vida que fez com que a cultura brasileira se renovasse e fosse melhor conhecida mundialmente, seja através da sua música ou do cinema. Tendo estudado Direito, nunca tendo chegando a praticar, Vinicius foi um homem multifacetado, que sempre se moveu pelas suas paixões que passaram pela música, sendo um dos fundadores, em 1956, da renovação da música popular brasileira, conhecida como bossa-nova, foi também um fervoroso cinéfilo, chegando a fazer criticas a estes em vários jornais. Outras paixões foram o teatro e a pouco conhecida pintura, mas um dos seus grandes e inspiradores amores, foram as mulheres, a que Vinicius fez poemas bastantes poemas inspiradores.
Falar de Vinicius de Moreas resumidamente em does ou três parágrafos não é tarefa fácil, devido a ter sido um artista que viveu a sua vida em pleno e que sempre teve o desejo de criar e dar a conhecer a heterogenia cultura brasileira, nas mais variadas artes. È importante conhecer Vinicius de Moraes, porque sempre nas suas palavras estava e está expresso em palavras, aquilo que vai no seu espírito senhor/a leitor, não importando a localização geográfica ou emocional onde se leia os seus poemas.
Mas para isso, teremos de-o salvar colectivamente do *fantasma* que vagueia silenciosamente por toda a Arte e respectivos criadores: o Esquecimento.
Boas Leituras
Mais Palavras Soltas com Tiago Ribeiro, no programa Atlântico da Antena Miróbriga, todos os Sábados a partir das 6 da tarde e todos os Domingos no Alentejo Magazine.
Coral Galp Energia organiza 3º encontro de coros
Cento e cinquenta coralistas participaram ontem à noite no III Encontro de Coros de Vila Nova de Santo André. Os coralistas provenientes de três coros, Coral Galp Energia de Santo André, Coro Polifónico e Instrumental da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense e o Grupo Coral da Lajes do Pico dos Açores, encheram a sala do Clube Galp Energia e apresentaram um reportório com muita música popular alentejana e açoriana.
O terceiro encontro coral, organizado pelo Coral Galp Energia de Santo André, surge na continuação do trabalho que o grupo coral tem vindo a fazer ao longo dos últimos anos, em apostar cada vez mais no intercâmbio, reforçando os contactos com outros coros no sentido de proporcionar concertos cada vez mais complexos, com coros dos mais variados pontos do país, e nas regiões autónomas, como aconteceu com o coro Flores de Maio de Porto da Cruz na Madeira com quem este grupo terminou recentemente um intercâmbio.
Para Pedro Ramos, regente do Coral Galp Energia, *estes intercâmbios tentam mostrar o que é a cultura dos coros e a filosofia dos intercâmbios. É de alguma forma proporcionar aos próprios coralistas um entrosamento de culturas para um maior enriquecimento quer do ponto de vista musical quer do ponto de vista cultural, como estes intercâmbios têm uma riqueza cultural enorme*.
O maestro salienta ainda que o coral está numa fase de tentar angariar mais coralistas, *temos um coro um pouco envelhecido, e com estes intercâmbios, queremos provar às pessoas a necessidade da actividade cultural, mostrando o nosso trabalho mas também como forma de tentar contagiar as pessoas por este movimento da música coral no sentido de reforçar os coros da região.

Foto: Bruno Pereira

Foto: Bruno Pereira
sábado, julho 10, 2004
Matadouro para o Litoral Alentejano em 2006
Em Janeiro de 2006 o Litoral Alentejano irá dispor de um matadouro. A criação desta nova unidade de abate é uma aspiração dos criadores de gado desta região, de longa data, pois as infra-estruturas de abate existentes na zona Sul do país (Beja e Loulé) não satisfazem as necessidades dos produtores locais que têm ainda de percorrer grandes distâncias.
Na sequência de um estudo de viabilidade económica de instalação de uma unidade de abate na região, foi criada a empresa MLA – Matadouro do Litoral Alentejano, SA, com sede em S. Teotónio, sendo os sócios fundadores agentes económicos ligados ao sector pecuário, produtores e industriais de carne, uma associação de produtores (Associação de Criadores de Porco Alentejano), o Município de Odemira e uma instituição bancária (CCAM de S. Teotónio). Por razões estratégicas, nomeadamente proximidade à A2 e IP1 e proximidade aos outros projectos estratégicos para o sector pecuário, a desenvolver na região – Ermidas do Sado e Garvão – a unidade de abate será instalada na freguesia de Vale de Santiago, concelho de Odemira.
A região da futura unidade de abate dispõe de um grande efectivo pecuário, nomeadamente gado bovino (sobretudo da raça Limousine), gado suíno (Porco Alentejano e Porco Intensivo), gado ovino (sobretudo Merino Branco) e gado caprino (sobretudo da raça Charnequeira). A unidade será destinada exclusivamente ao abate, num investimento total de cerca de 2.600.000 €, tendo sido objecto de candidatura aos fundos comunitários.
quinta-feira, julho 08, 2004
Festival Suduoeste abre portas a 5 de Agosto
A edição de 2004 do Festival Sudoeste arranca já no próximo dia 5 de Agosto na Herdade da Casa Branca, na Zambujeira do Mar, concelho de Odemira.
O festival, um dos mais importantes do verão português, prolonga-se por 4 dias e apresenta no primeiro dia de festival Soul Wax, Divine Comedy e Rodrigo Leão que conta no seu concerto com a participação de Sónia Tavares do grupo The Gift e Ana Vieira, no palco óptimos. No mesmo dia mas no espaço planeta sudoeste actuam Adrian Sherwood Soundsystem, Manasseh HI-FI Feat. Brother Culture and Earl 16 e Dubadelic Vibrations Feat. Prince Wadada.
O dia 6 é preenchido com Franz Ferdinand, Dandy Warhols e Clã no palco optimos e Mr. Gentleman, Navio Guerreiro e Dezperados palco planeta sudoeste.
Groove Armada, Da Weasel, Zero 7, Ash, e Love with Arthur Lee animam o penúltimo dia de festival no palco óptimos enquanto que o espaço sudoeste apresenta Two Banks of Four, Koop e Mike Stellar.
No último dia actuam Kraftwerk, Air, Deus e Tim Booth, Mercado Negro, Gomo e Dj Vargas, os primeiros 4 grupos no palco óptimos os outros três no palco sudoeste.
Esperam-se dias de muita folia na Herdade da Casa Branca para onde se esperam muitos milhares de visitantes.
quarta-feira, julho 07, 2004
Floricultura é o tema da FACECO 2004
A vila de S. Teotónio, no concelho de Odemira, recebe a 14ª edição da FACECO, a Feira das Actividades Culturais e Económicas do concelho de Odemira já nos dias 15, 16, 17 e 18 de Julho.
Participam neste certame cerca de 200 expositores dos vários sectores económicos, exposições e concursos de gado, artesanato, animação e música, negócios e convívio. Estes serão alguns dos ingredientes do certame, onde Odemira voltará a dar prova das suas potencialidades, naquela que é considerada a maior feira do Litoral Alentejano.
A FACECO terá este ano como tema a “Floricultura”, sector de grande peso económico a nível local, sobretudo na faixa litoral do concelho, onde estão instaladas diversas empresas que se dedicam à produção de flores e arbustos ornamentais. Desde as exóticas próteas até às enigmáticas tulipas e os versáteis bambus, são muitas as variedades de flores e arbustos criados no concelho e distribuídos pelos mercados interno e externo, com especial incidência nos países do Norte da Europa. A FACECO abre as suas portas a esta actividade, através da presença de alguns dos produtores locais e de várias floristas do concelho, que representam a produção e a comercialização.
As flores irão invadir o recinto, com especial destaque para o Pavilhão do Artesanato, que será decorado com milhares de flores de papel feitas pela população de S.Teotónio. É precisamente neste pavilhão que será apresentado ao visitante o mais genuíno artesanato do concelho, com dezenas de artesãos a mostrar ao vivo a sua arte e os seus ofícios.
A pecuária continuará a ser outro importante sector na FACECO, sendo mais uma vez palco para a Exposição e Concurso Nacional da Raça Bovina Limousine, bem como mostras da Raça Caprina Charnequeira, de ovinos e suínos.
A FACECO oferecerá aos seus visitantes muita animação, desde actividades para os mais novos, desporto, cantares alentejanos, teatro e espectáculos musicais. Para os serões estão preparados espectáculos variados, para o agrado de todos: *Festa da Música Portuguesa* (para recordar algumas das melhores canções nacionais, no dia 15), *Lotto* e *Gomo* (duas das novas bandas do pop-rock nacional, no dia 16), Toy (o romântico e popular cantor, no Sábado) e o grupo *Canta Bahía* (o ritmo contagiante do Brasil, na última noite). Através do Festival *Sete Sóis, Sete Luas*, haverá espectáculos pelos grupos *Acetre* e *Teatre de L’Ull* (ambos de Espanha) e *Acquaragia Drom* (de Itália).
A organização pertence ao Município de Odemira, Comissão Municipal de Turismo e Junta de Freguesia de S.Teotónio, com o apoio da Associação Nacional de Criadores da Raça Bovina Limousine, Associação de Criadores de Caprinos da Raça Charnequeira, Associação de Apicultores do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, Bombeiros Voluntários e Centro de Saúde de Odemira, GNR, Festival *Sete Sóis, Sete Luas* e Programa Cultura 2000.

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Teresa Direitinho apresenta livro em Évora
A Associação Cultural Alçude, no âmbito da sua 3ª Feira do Livro, promove em Évora na próxima sexta-feira, dia 9 de Julho, uma sessão de conversacom o público com a presença da escritora Teresa Direitinho, autora de *O Princípio da Atracção*, o seu primeiro romance, seguida de sessão de autógrafos.
A sessão, com entrada livre, tem início às 22H, nas instalações da Alçude na Avenida de São Sebastião – Chafariz das Bravas, em Évora.
Segundo a autora este livro conta uma *história que começa no verão de 1978 e se prolonga até ao final do século XX, saltando entre Portugal, a Inglaterra, algumas cidades da Europa, os Estados Unidos e a Austrália, acompanhamos as dúvidas e certezas ligadas ao processo de crescimento das três personagens principais. Elas surgem-nos narradas pela voz de Laura, que, uma noite, ao olhar para os céus do Alentejo, descobriu uma ideia *cósmica* de felicidade, à qual talvez fosse possível chegar através do fascinante mundo da Astronomia.
É da sua relação com as estrelas, personificadas por dois jovens irmãos ingleses que regularmente passavam as férias num local chamado *Monte dos Ciprestes*, que fala *O Princípio da Atracção*.
foto: site da autoraterça-feira, julho 06, 2004
Helder Batista expõe em Santiago do Cacém
O medalhista Helder Batista expõe no Museu Municipal de Santiago do Cacém a partir do próximo dia 10 de Julho, no âmbito das comemorações do Dia do Município de Santiago do Cacém. *Dupla Bidimensionalidade* é o nome da exposição que pode ser vista até 5 de Setembro.
Após um percurso dedicado à escultura, em que trabalhou materiais, tão diversos como o gesso, madeira, bronze, ferro, pedra e poliéster, edita a sua primeira medalha em 1970 e em 1979 ganhou o primeiro lugar num concurso público nacional de medalhística e um primeiro prémio internacional. Entre outros prémios destaque para o prémio J. Sanford Saltus da American Numismatic Society de reconhecimento pela sua obra realizada em medalhística.
Helder Batista é o autor das medalhas de honra e de mérito e da chave da cidade do Município de Santiago do Cacém.
Porto de Sines é estratégico para o país
*O Porto de Sines assume importância estratégica a nível nacional tendo em conta um posicionamento estratégico, impar perante o mercado ibérico europeu e internacional, face à sua privilegiada localização geográfica acessível ás principais linhas comerciais do atlântico e a par com uma oferta de infra-estruturas modernas e de elevada qualidade. As fortes possibilidades de expansão, faz dele uma oportunidade para promover a necessária e urgente inter modalidade de sistema de transportes*. As declarações são de Carmona Rodrigues, o Ministro das Obras Públicas, Transportes e Habitação em declarações à rádio Antena Miróbriga.
O ministro salientou ainda a importância que este porto assume enquanto motor de desenvolvimento regional, desempenhando um papel económico e social fundamental na região, e até no país, representando hoje 10% do valor acrescentado bruto do Alentejo e criando 3% do emprego do Alentejo
Carmona Rodrigues falava na sessão inaugural do fórum sobre o Porto de Sines que decorre até amanhã naquela localidade. Uma iniciativa que analisa o passado, presente e futuro daquele complexo e que assinala os 25 anos de actividade do Porto de Sines. Em análise estarão a criação e evolução do porto de Sines, o projecto de Sines e a estratégia industrial enquanto componentes do desenvolvimento nacional e regional e um porto estrategicamente competitivo hoje e no futuro.
domingo, julho 04, 2004
Palavras Soltas- Espaço literário de Tiago Ribeiro
O computador biológico que temos
Hoje o livro que vos trago, aborda um dos *objectos* mais fascinantes e simultaneamente misteriosos, que tem vindo a seduzir e a fascinar gerações de cientistas, esse objecto é o cérebro e o nome do livro é *Como funciona o cérebro*. Este dá-nos a conhecer coisas tão curiosas como por exemplo, …sabia que ligando os *cabos* cerebrais que transportam a informação, chegaria para dar duas voltas à terra, ou que o cerebelo ocupa um décimo do cérebro e ainda sabia que o cérebro, que todos nós somos felizes portadores pesa cerca de 1,4kg?
Além destas características físicas atrás referidas, este pequeno livro aborda igualmente o fenómeno da consciência (de si), que faz de nós seres diferentes de outros animais na natureza, assim como, em óptimos textos mostra-nos as transformações da evolução Humana até ao surgimento da linguagem.
Jonh McCrone o autor deste fascinante livro de bolso, tem vários trabalhos nesta área, publica em jornais e revistas da especialidade, tais como o New Scientist ou o Guardian, este livro enquadra-se num conjunto de manuais práticos de ciência, nos quais são abordados de forma compreensível e ao alcance de todos, temas basilares do mundo actual.
São abordados também nesta colecção, temas como os efeitos de estufa, que como é do conhecimento geral, trazem horríveis consequências ambientais e naturais à nossa *moradia cósmica*, assim como as energias alternativas, que actualmente procuram ser uma solução ás agressões das energias provenientes do petróleo e de outras substâncias igualmente perigosas, entre outros temas em minha opinião estes são um conjunto de manuais indispensáveis, para todos os que desejam conhecer o nosso complexo mundo um pouco melhor.
Boas Leituras
Mais Palavras Soltas com Tiago Ribeiro, no programa Atlântico da Antena Miróbriga, todos os Sábados a partir das 6 da tarde e todos os Domingos no Alentejo Magazine.

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Especial Phil Collins em Lisboa

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sábado, julho 03, 2004
Estremoz recebe 1ª mostra de cinema de animação
Estremoz recebe a partir de hoje a 1ª Mostra de Cinema de Animação de Estremoz.
A iniciativa conta com a projecção de filmes e a presença de alguns realizadores portugueses, nos dias 3 e 4 de Julho, oficina de animação em volumes a 17 e 18 de Julho e oficina de animação em papel a 23, 24 e 25 do mesmo mês.
A projecção dos filmes acontece no Teatro Bernardino Soares às 16h30.
A oficina de animação em volumes que decorre a 17 e 18 deste mês faz uma abordagem aos princípios básicos da animação, experimentação das técnicas da pixilização, da animação em areia, com recortes e em plasticina.
Já a em relação à oficina de animação em papel, a decorrer nos dias 23, 24 e 25, e centrar-se na aprendizagem da técnica de animação de desenho, desenrolando-se ao longo de três dias. Durante este período os participantes animarão sequências com base numa banda sonora pré-concebida, explorando o movimento, o ritmo, e a expressão gráfica. Para finalizar, e com base no trabalho de cada um dos inscritos, montar-se-á um pequeno filme em suporte digital.

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sexta-feira, julho 02, 2004
Mértola apresenta candidaturas a iniciativas comunitárias nas áreas do património
quinta-feira, julho 01, 2004
Antena Miróbriga Rádio nas praias do Litoral Alentejano
O programa *Rádio na Praia* da responsabilidade da Antena Miróbriga Rádio vai percorrer as zonas balneares do Litoral Alentejano de 2 a 14 de Julho de 2004.
*Tomar o pulso à época balnear em curso* é um dos objectivos desta iniciativa que tem por base a realização de várias reportagens em directo, desde o Carvalhal a Vila Nova de Milfontes onde serão entrevistados não só os representantes da população como os elementos de associações, comerciantes, habitantes e veraneantes.
A 1ª edição do programa *Rádio na Praia* tem início amanhã, dia 2 de Julho, na Lagoa de Santo André entre as 14h30 e as 17 horas. Estão confirmadas as presenças de Luís Santos, director de Parques da Federação Portuguesa de Campismo e Caravanismo, José Baguinho, vice- presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, um representante do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, Dário Cardador, presidente do Núcleo do Litoral Alentejano da Quercus, Luís Manafaia, pescador na Lagoa de Santo André, António Sérgio, presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova de Santo André, Dinis Silva, presidente do Juventude Atlético Clube, entre muitos outros convidados.
Estão previstos directos na Baia de Sines, Carvalhal, Porto Côvo, Lagoa de Melides e Vila Nova de Milfontes.
Livros vão até á Praia Vasco da Gama
A Câmara Municipal de Sines promove, em Julho e Agosto, mais uma edição da iniciativa Bibliopraia / Ludopraia, que transporta a Biblioteca e a Ludoteca para a Praia Vasco da Gama.
A iniciativa decorre naquela estância balnear, todos os dias do 10 ás 18 horas e
proporcionará segundo a autarquia *um espaço diferente para a leitura e actividades lúdicas, decorado de forma a seduzir as crianças e não só. Os jogos e brinquedos reciclados procuram sensibilizar para a educação ambiental*.
Entre outras actividades destaque para a *Oficina Brincar às Cores* que se realiza todos os dias, a *Caça ao Tesouro* desenvolvido aos domingos, “Danças Loucas” e os jogos de futevólei e peteca.
O empréstimo de qualquer livro, jornal, revista, jogo ou brinquedo é gratuito. Cada pessoa pode requisitar um livro, jogo ou brinquedo durante o horário de funcionamento, mediante a apresentação de um documento / objecto de identificação, o qual será entregue após a devolução do exemplar emprestado.
Festa do Euro em Santiago do Cacém

Euro 2004
A passagem da selecção portuguesa à final do Campeonato da Europa de Futebol, foi comemorado, efusivamente, ontem à noite, em todo o Alentejo. Santiago do Cacém não foi excepção e trouxe para as ruas da cidade algumas centenas de pessoas que formaram ao longo da cidade uma barulhenta caravana automóvel.
As fotos da festa aqui estão.

Euro 2004


