quarta-feira, maio 19, 2004
Dia diferente leva alunos a conhecer Santiago do Cacém
Crianças das escolas de Santiago do Cacém, S. Francisco da Serra, Cruz de João Mendes, Roncão, S. Bartolomeu da Serra e Aldeia dos Chãos vieram hoje conhecer a cidade de Santiago do Cacém em pormenor. A visita à sede de concelho constituiu a iniciativa do Dia Diferente, do projecto Escolas Rurais em que estas crianças estão envolvidas.
A visita iniciou-se na Câmara Municipal de Santiago do Cacém, onde participaram na reunião de câmara semanal. Uma oportunidade para fazerem exigências, pedidos e tirarem muitas duvidas em relação às decisões da autarquia e em alguns casos a ausência delas.
E se duvidas haviam de que estes pequenos tinham falta de iniciativa, engane-se. Na ponta da língua haviam muitas questões, não só ligado às escolas mas também em relação às obras do município, como é o caso das piscinas municipais.
O Diogo, aluno na escola EB1 de Santiago do Cacém quis saber porque é que as piscinas municipais *nunca mais abrem*. Vítor Proença explicou que as piscinas são a obra mais difícil e custosa que a autarquia jamais fez, com duas piscinas de água quente. Espera o autarca que este ano esteja concluída a obra e adiantou que a autarquia pretende criar transportes para que as crianças das freguesias do concelho de Santiago do Cacém tenham acesso a este equipamento, não esquecendo os mais velhos.
Mas muita gente queria saber daquilo que a câmara está a fazer para o não encerramento das escolas de meio rural.
O autarca sublinhou que a autarquia tem considerado que não se devem encerrar as escolas rurais só porque têm menos de 10 alunos ou até menos de 5 alunos. E deu exemplo de experiência de escolas que tinham poucos alunos, e a câmara não deixou que essas escolas encerrassem. Escola que têm hoje muitos mais alunos, como acontece em Brescos e Aldeia de Santo André Aldeia.
Vítor Proença, questionado sobre uma nova escola do primeiro ciclo em Santiago do Cacém, adiantou aos alunos que já existe um projecto para uma escola nova. O Ministério da Educação propôs à câmara a construção de uma escola, no local onde está a actual Frei André da Veiga, deitando aquela abaixo, e construindo uma escola nova que tenha o pré-escolar, jardim-de-infância, 1º ciclo e o 5º e 6º ano.
O presidente da Câmara foi ainda questionado sobre as obras nas escolas, e a falta delas em algumas das escolas como referiu um aluno de S. Francisco da Serra.
Depois de esclarecidos sobre o funcionamento da autarquia os alunos caminharam pela cidade de Santiago do Cacém onde conheceram instituições, património e história desta cidade.
Paulo Ribeiro, professor do ensino básico em Roncão, diz que este Dia Diferente realizado em Santiago do Cacém, em parâmetros diferentes do que costuma acontecer, foi importante para que as crianças do meio rural e mesmo as de Santiago ficassem a conhecer melhor as instituições que existem nesta cidade, que mesmo morando em Santiago do Cacém não conhecem.
Gabriela Esteves, no primeiro ano em que está envolvida neste projecto considera que a integração de uma escola de Santiago do Cacém neste projecto é muito interessante tendo em conta que Santiago do Cacém apesar de ser cidade, é uma cidade meio urbano meio rural e os projectos das rurais é de tal forma interessante que abarca não importa que escola, é através de princípios de cidadania que é aplicado, e isso é aplicado a qualquer escola, sublinha.